Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026
Obstrução

CEI da Saúde pedirá prisão preventiva da secretária da pasta Fátima Mrué

Relator da comissão afirma que Fátima está obstruindo as investigações. Pedido será feito no Ministério Público

Hugo Oliveira
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada na Câmara Municipal de Goiânia para investigar irregularidades na Saúde irá pedir ao Ministério Público a prisão preventiva da secretária da pasta Fátima Mrué. Ela é acusada pelo relator da CEI vereador Elias Vaz de obstruir as investigações. A comissão também irá solicitar um mandado de busca e apreensão de documentos relativos a três requerimentos feitos nesta quarta-feira (11) à Mrué, que se negou a atendê-los por, segundo Elias, não serem alvo de objeto da comissão.

Os parlamentares deverão realizar representação no Ministério Público ainda nesta quarta para que o órgão possa fazer o pedido à Justiça. Elias afirma ainda que advogados da casa estão avaliando se será necessário um pedido judicial para obter o mandado de busca e apreensão. Veja abaixo os requerimento:

Pedido será encaminhado ao MP (Foto: reprodução)

 


Os requerimentos envolvem pedido de documentos sobre a compra do software utilizado para se fazer o checkin na rede municipal, o qual custou R$ 4,2 milhões; irregularidades no lixo hospitalar de algumas unidades; e comprovantes de pagamento de passagens aéreas e hotéis para funcionárias que fazem mestrado bancado pela Secretaria Municipal de Saúde.

“O requerimento de prisão foi assinado por mim e pelo Jorge Kajuru assim que ficamos sabendo da posição da secretária de negar as informações. Essa é uma postura de afronta às investigações que estão sendo feitas. Um secretário negar uma decisão de uma comissão permanente já configuraria crime de responsabilidade. Aqui, temos mais um agravante, o de obstrução. Nossa CEI é semelhante a uma polícia judiciária, então temos poder para investigar e exigir documentos. todos os três pontos são pertinentes, sim”, afirma Vaz.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que ainda não foi oficialmente notificada para se manifestar sobre o caso.

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