Centro-Oeste é a região mais conservadora do Brasil, diz pesquisa Ipsos
Ipsos constatou que conservadorismo é maior entre homens do que entre mulheres, e mais acentuado entre quem tem renda acima de 5 salários mínimos
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Uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos e divulgada no dia 13 de outubro relevou que Centro-Oeste e Norte são as regiões mais conservadoras do Brasil. A escala utilizada pelo instituto vai de zero a um, e quanto mais perto o índice estiver do número um, mais conservadora é a região analisada. O Centro-Oeste chegou a 0,710. Na sequência vieram Sul (0,68), Nordeste (0,674) e Sudeste (0,659).
Na série histórica, iniciada em 2010, somente em um momento o Centro-Oeste brasileiro foi mais conservador do que é hoje: no ano de 2018, que foi justamento quando Jair Bolsonaro venceu a eleição presidencial contra Fernando Haddad (PT).
O Ipsos fez a mesma edição a partir de outros recortes: gênero, idade, religião, escolaridade, renda familiar, classe social, e tamanho do município.
Constatou-se que os homens brasileiros são mais conservadores que as mulheres (0,712 a 0,65); que os mais velhos, com 60 anos ou mais, são os mais conservadores (0,674) e os jovens de até 24 anos os mais progressistas (0,622); que as pessoas com ensino médio (0,699) tendem mais ao conservadorismo do que quem tem superior completo (0,666) ou ensino fundamental (0,665); e que os evangélicos (0,717) têm um índice mais elevado do que católicos (0,682) e de que praticantes de outras religiões (0,627).
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A pesquisa releva ainda que o conservadorismo atinge patamares mais elevados na medida em que a renda aumenta, chegando ao máximo entre pessoas com mais de cinco salários mínimos (0,708) e reduzindo progressivamente até chegar em quem ganha até um salário mínimo (0,655).
No recorte por cor, o Ipsos mostra que os brancos (0,682) são mais conservadores do que os pretos ou pardos (0,679) e que as pessoas de classe social A/B são mais conservadoras (0,689) do que as de classe C (0,687) e as de D/E (0,656).
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Prisão perpétua e pena de morte
O apoio à prisão perpétua para crimes hediondos atingiu em 2026 o seu maior índice, de 78%, igualando a marca de 2016. No ano passado, disseram-se a favor 72%.
Os favoráveis à redução da maioridade penal subiram de 65% da população para 71% – índice que ainda é menor do que o apurado em 2023, 2018 (ambos com 73%) e em 2016 (78%).
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As pessoas contrárias à pena de morte, que no ano passado eram maioria, agora são minoritários: 40%, enquanto que 52% são a favor. O instituto detectou empate de 41% entre quem é a favor e quem é contra o casamento entre homossexuais, e informou que a imensa maioria (74%) é contra a legalização do aborto.