Propinoduto

Codego afirma que auditoria já ocorria na estatal

Na manhã desta quinta-feira (13) a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) foi alvo…

Na manhã desta quinta-feira (13) a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) foi alvo de uma operação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). Em nota, a Companhia informou que a auditoria do órgão já analisava os documentos referentes às obras do anel viário, que liga a BR-060 ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). Nesta manhã, o MP cumpriu mandato de busca e apreensão recolheu os materiais.

No texto, a estatal “esclarece que o objeto de investigação do Ministério Público do estado de Goiás junto a esta Companhia já eram objeto de ações de auditoria e fiscalização por seus técnicos”. Batizada de “Propinoduto”, a ação é um desdobramento das operações Cash Delivery e Confraria. As investigações apontam que a Codego seria utilizada por uma organização criminosa para o recolhimento de propinas. O grupo seria liderado pelo ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

A suspeita é de que mais de R$ 3 milhões tenham sido desviados por meio de superfaturamentos e fraudes, além do pagamento de propina em favor de agentes públicos. Até setembro, já tinham sido investidos R$ 15,9 milhões na obra. Desses, R$ 9,53 milhões foram aplicados em infraestrutura básica e nos serviços de preparação do terreno para massa asfáltica.

Na nota, a Codego ainda acusa o MP de negar vista dos advogados da Companhia aos autos de investigação e, por isso, descumprir a Lei. A estatal ainda afirma que está comprometida com a “elucidação dos fatos e o respeito à população”.

“De qualquer forma, informamos à população que qualquer ação suspeita ou irregular será devidamente apurada e levada ao conhecimento das autoridades competentes. Ressaltamos o estrito cumprimento da legislação vigente, especialmente aquelas decorrentes da transparência exigida na transição de governo”, diz o texto oficial.