APURAÇÕES

Corregedoria da PM abre inquérito contra vereador Cabo Senna por manifestações contra Caiado

O parlamentar deve entregar as armas e ser ouvido pela corregedoria. Senna afirma que o caso é fruto de perseguição política

Corregedoria da PM abre inquérito contra vereador Cabo Senna por manifestações contra Caiado
Corregedoria da PM abre inquérito contra vereador Cabo Senna por manifestações contra Caiado (Foto: Câmara Municipal - Divulgação)

A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de Goiás instaurou inquérito policial contra o vereador Cabo Senna (Patriota) após manifestações nas redes sociais contra o governador Ronaldo Caiado (DEM). O parlamentar diz que se trata de perseguição política.

O vereador fez postagens em redes sociais e no WhatsApp para convocar colegas policiais militares para se posicionarem em favor de demandas da categoria, além de tecer críticas ao governador Ronaldo Caiado. Manifestações deste tipo são vedadas a militares.

Cabo Senna deve entregar armas à Corregedoria da PM

O inquérito foi aberto pela corregedoria no dia 20 de dezembro e aponta “possíveis práticas de crime e/ou transgressão disciplinar atribuídas ao 3º sargento Nataniel de Senna Soares”.

Além disso, diz que o vereador “conclama policiais militares para manifestações, realizando cobrança e acusações ao sr. Governador do Estado (…) dentre outras irregularidades”.

Com isso, a corregedoria determina a apreensão de armas do vereador e encaminhamento para perícia. O parlamentar ainda deve ser ouvido, além de outras partes e testemunhas.

Vereador diz situação é fruto de perseguição política

Cabo Senna diz receber a notícia de abertura de inquérito com a convicção que está fazendo o que é certo. Ele diz que sempre foi perseguido durante toda a carreira como militar por lutar pela melhoria da coletividade.

“Não me assusta mais essa perseguição. Temos a esclarecer que os vídeos divulgados não falei mal do governador, apenas cobrei os direitos dos servidores sobre a data base (reposição salarial) baseado na constituição federal. A luta é pela reposição salarial de todo o funcionalismo público e não apenas das polícias e bombeiros”, disse ao Mais Goiás.