Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Polêmica

‘Está nas mãos de Deus’, diz Jefferson sobre indicação de Cristiane

Presidente nacional do PTB disse que não falará mais do assunto. Até sábado, ele ainda defendia abertamente a nomeação da filha

Por - Goiânia, GO
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Com a revelação de mais denúncias contra a sua filha Cristiane Brasil, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que a indicação dela para o Ministério do Trabalho “está nas mãos de Deus”.

“Não falo mais sobre o assunto”, disse à reportagem quando perguntado se manteria a decisão de indicar a deputada federal.

No sábado (3), no entanto, ele defendia abertamente a nomeação da filha e ressaltava que ela não sairia do episódio como “bandida”. A mudança de postura também ocorreu no Palácio do Planalto.

O aumento do desgaste sofrido pela parlamentar fez com que auxiliares presidenciais passem a avaliar, em conversas reservadas, a possibilidade de nomeação de outro nome do PTB.

Para eles, o tema, que antes era discutido apenas na esfera trabalhista, ganhou maior gravidade com a revelação de que a parlamentar é investigada por suspeita de associação ao tráfico de drogas durante a campanha eleitoral de 2010.

Substituição

A aposta do entorno do presidente é de que o próprio Roberto Jefferson desista da indicação para evitar que a filha seja alvo de novas acusações, que poderão afetar a sua reeleição ao cargo. O principal nome discutido na bancada do partido, caso a deputada federal desista do cargo, é o de Alex Canziani (PR).

Apesar da mudança de percepção na equipe presidencial, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, saiu em defesa da parlamentar nesta segunda-feira (5). Segundo ele, o governo federal continuará a insistir na nomeação dela junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e não solicitará ao PTB que faça outra indicação. Na opinião dele, “não existe nada que efetivamente denigra o nome da parlamentar”. “Há momentos em que um governo deve se dispor a fazer aquilo que não é mais fácil, mas o que é necessário”, disse.

Cristiane foi condenada por dívidas trabalhistas, e a Justiça Federal em Niterói (RJ) suspendeu sua posse sob o argumento de que ela não atende ao requisito de moralidade administrativa para o cargo.

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