Flávio Bolsonaro pede que TSE suspenda divulgação de pesquisa ruim para ele
Pesquisa Atlas/intel, alvo da investida de Flávio Bolsonaro, mostra que senador caiu mais de cinco pontos percentuais
A assessoria jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou, sem sucesso, impedir que a pesquisa Atlas/Intel com intenções de voto para presidência da República fosse divulgada nesta terça-feira (19 de maio). A pesquisa mostra que Flávio perdeu força depois da divulgação do áudio de uma conversa dele com Daniel Vorcaro, banqueiro que virou o pivô do caso Master.
De acordo com o levantamento, no cenário de primeiro turno em que os candidatos são Lula, Flávio, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, o senador do PL cai 5,4 pontos percentuais e comparação com a rodada anterior – saindo de 39,7% para 34,3%. O petista oscila de 46,6% para 47%.
Renan chega a 6,9%, Zema alcança 5,2% e Caiado vai a 2,7%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-06939/2026 e a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos.

Os aliados de Flávio argumentam que a metodologia utilizada pelo instituto Atlas foi estruturada “de forma a induzir gravemente a percepção negativa” sobre o pré-candidato do PL. A equipe do filho do ex-presidente entende que o questionário forçou a associação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, o que, na visão do PL, “contaminou e induziu” a resposta dos entrevistados.
No X, antigo Twitter, o CEO do instituto Atlas, Andrei Roman, negou que haja defeitos com a metodologia da pesquisa.
Momento delicado
Essa foi a primeira pesquisa produzida depois que vieram à tona elementos que provam a ligação de Flávio com Vorcaro.
No áudio que provocou estragos à pré-candidatura do senador, Flávio pede ao banqueiro mais verbas para financiar a produção do filme “Dark Horse”, que é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal desconfia que parte desse dinheiro custeou despesas da permanência do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos.