REAÇÃO

Governistas criticam nota do Telegram sobre PL das fake news: “Inaceitável”

Deputada federal por Goiás, Adriana Accorsi diz que o app desrespeita as leis brasileiras

Governistas criticam nota do Telegram sobre PL das fake news: "Inaceitável"
Foto: Agência Brasil

Depois do Telegram enviar uma mensagem aos usuários com críticas ao projeto de lei (PL) das fake news, que tramita na Câmara Federal, governistas se manifestaram contra o aplicativo. Deputada federal por Goiás, Adriana Accorsi (PT) disse que o app desrespeita as leis brasileiras. “Inaceitável.”

Ela escrebeu no Twitter: “É inaceitável que o aplicativo Telegram desrespeite as leis brasileiras e utilize sua plataforma para fazer uma publicidade mentirosa contra o PL/ 2630. Iremos cobrar medidas urgentes para evitar que essa plataforma continue propagando mentiras impunemente.”

Vale citar, o Telegram enviou mensagem aos seus usuários em que afirmou que o Brasil “está prestes a aprovar uma lei que irá acabar com a liberdade de expressão”. Disse, ainda, que o PL “concede poderes de censur ao governo e é desnecessário”.

Quem também se manifestou foi o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta. “Inacreditável. Telegram desrespeita as leis brasileiras e utiliza sua plataforma para fazer publicidade mentirosa contra o PL 2030. As medidas legais serão tomadas. Empresa estrangeira nenhuma é maior que a soberania do nosso País.”

O relator do projeto na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), disse que “o jogo sujo das big techs continua”. Segundo ele, o Telegram dispara “fake news” contra o PL, mas “essa campanha de mentiras não vai prosperar”, pois a internete “não é terra sem lei”. “A regulamentação é uma necessidade.”

Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues também se manifestou. “As plataformas seguem usando seu alcance para agir contra o interesse público. Hoje o Telegram nos brindou com clara tentativa de interferir no debate democrático e evidente demonstração de abuso de poder. Esses abusos deixam escancarado porque a regulação é necessária.”