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Inhumas: funcionário de vereador investigado por ‘rachadinha’ recebia R$ 1,8 mil e repassava metade à mãe do parlamentar, diz delegada

"Acertos" aconteciam em padaria da família do parlamentar

Funcionário de vereador de Inhumas investigado por 'rachadinha' recebia R$ 1,8 mil e repassava metade à mãe do parlamentar, diz delegada
Funcionário de vereador de Inhumas investigado por 'rachadinha' recebia R$ 1,8 mil e repassava metade à mãe do parlamentar, diz delegada

O funcionário do vereador Inhumas Edivaldo Ribeiro Dias Júnior, investigado por rachadinha, recebia R$ 1,8 mil no cargo de assessor e tinha que repassar metade à mãe do parlamentar. Edivaldo também era presidente da Comissão de Ética da Câmara, mas foi afastado da presidência após a operação Bribe Bakery (Padaria do Suborno), deflagrada nesta quinta (16) pela Polícia Civil.

A informação é da delegada responsável pelo caso, Silvana Nunes. Ainda segundo ela, foi comprovado que o funcionário era “fantasma”, ou seja, ele fraudava a assinatura do ponto. Ela também diz que ele já assumiu o cargo sabendo que participaria do esquema, há cerca de dois anos.

Em relação ao nome da operação, ela explica que o funcionário repassava os R$ 900 à mãe do vereador em uma padaria da família do parlamentar. “Lá que acontecia o acerto.”

Segundo ela, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça, em seis pontos, sendo residências e comércios relacionados aos investigados. Além disso, a Justiça determinou que eles não podem se aproximar de qualquer uma das testemunhas do inquérito, além da quebra de sigilos bancários, fiscal e telemáticos.

“Foram apreendidos telefones, computadores e outros objetos. Certamente haverá um desdobramento com base no que foi apreendido nas buscas”, destaca Silvana. Em relação ao afastamento do vereador, ela afirma que caberá a Câmara de Inhumas. Ainda não tiveram prisões.

Questionada se outros parlamentares podem participar de esquemas semelhantes, a delegada diz que isso poderá ser verificado em outras etapas.

O Mais Goiás tenta contato com o vereador Edivaldo. O espaço está aberto.

A Câmara de Inhumas, por sua vez, disse em nota que se coloca à disposição da Polícia Civil para contribuir com o que for necessário para a operação. “Ressaltamos o compromisso desta Casa de Leis com a verdade e com a transparência.”