SAÍDA DO ESCRITÓRIO

Kakay deixa defesa de Ciro Nogueira no caso Master

Escritório comunicou saída em "comum acordo" nesta segunda (11)

Kakay deixa defesa de Ciro Nogueira no caso Master
Kakay deixa defesa de Ciro Nogueira no caso Master (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil)

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) perdeu um de seus advogados no caso do Banco Master. Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, informou por meio de seu escritório nesta segunda-feira (11) que deixou a defesa do congressista.

“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”, diz a nota. Além de Kakay, assinam o documento Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho e Álvaro Chaves.

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Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada na última semana. A ação apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político envolvendo o senador.

Fundador do Master, Daniel Vorcaro teria concedido vantagens econômicas ao congressista pela atuação dele em favor do banco no Senado. Em um dos casos, Nogueira apresentou uma emenda que, segundo a PF, foi redigida pela equipe do ex-banqueiro.

Kakay
Kakay (Foto: Agência Brasil)

Na proposta, que não avançou no Senado, Ciro propunha ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A Polícia Federal reforçou que “a proposta apresentada ao Senado reproduziu integralmente a versão encaminhada pelo banco” e o senador “instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” do dono do Banco Master.

Após a ação, o Partido Progressistas (PP) se manifestou por nota. “O Progressistas espera que os fatos ocorridos na data de hoje, com o presidente Ciro Nogueira, sejam devidamente esclarecidos, com estrita observância ao amplo direito de defesa e ao devido processo legal. O partido manifesta sua confiança nas instituições e na Justiça brasileira”, diz o texto assinado pelo secretário-geral do PP, Aldo Rosa.

Já a defesa do senador, naquele momento, repudiou “qualquer ilação de ilicitude” acerca da atuação dele no Congresso. Disse, ainda, que Nogueira está à disposição para prestar esclarecimentos e que as decisões ocorreram com base em “mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros”.