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Michelle diz que mérito de domiciliar a Bolsonaro é de todos que foram a Moraes

Ex-primeira-dama afirma que, por ora, marido não deve discutir candidaturas: 'Política zero'

Michelle diz que mérito de domiciliar a Bolsonaro é de todos que foram a Moraes marido não deve discutir candidaturas: 'Política zero'
Imagem: PR

Via Folha de São Paulo – Após a chegada de Jair Bolsonaro (PL) em casa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (27) que o “bônus” da prisão domiciliar é de quem procurou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para pedir a transferência do ex-presidente e disse que, por ora, será “política zero”.

“O bônus é de todos aqueles que foram até o STF, até o ministro Alexandre de Moraes, interceder por essa prisão domiciliar. Não tem uma pessoa que tirou o Bolsonaro do batalhão. São várias. Todos aqueles que intercederam em oração e pessoalmente junto ao ministro”, declarou.

Michelle também disse acreditar que Bolsonaro não deve tratar de articulações visando o pleito durante o período que estiver cumprindo pena em sua residência. Questionada sobre a sua candidatura, ela afirmou que o momento é de cuidar do marido.

“A minha vida pertence a Deus, tudo o que eu faço é regido por Ele. Eu estou como presidente de um movimento grande, partidário feminino, mas o momento agora é de cuidar da saúde dele, da alimentação, tudo que eu puder fazer para que ele se recupere mais rápido”, afirmou a jornalistas na doceria Maria Amélia, que fica em frente à sua residência e cuja dona é sua amiga.

Membros do PL e integrantes da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência avaliam que a ex-primeira-dama, que tentará emplacar aliadas nas eleições deste ano, vai influenciar ainda mais as decisões de Bolsonaro durante a domiciliar.

Ela é criticada por alguns aliados de Flávio por não ter embarcado em sua campanha. Enquanto parte dos bolsonaristas diz acreditar que a preponderância dela sobre o marido pode agravar esse racha na família, outros afirmam que, pelo contrário, ele agora poderá agir como ponte e recompor o diálogo entre a mulher e o filho.

Michelle fez parte de uma ofensiva para pressionar Moraes a conceder a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. Ela se encontrou com Moraes no gabinete do ministro na segunda (23). Um dia depois, na terça (24), o magistrado autorizou a saída da Papudinha.

Também tiveram reuniões com o magistrado para tratar do tema o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A bancada bolsonarista no Congresso Nacional e até ministros do STF também eram a favor da medida.