FELIZ ANIVERSÁRIO

No aniversário de 12 anos do Novo, Amoedo diz que sigla “não existe mais”

Segundo o fundador, o partido foi destruído pela atual gestão em 2020 para se tornar "linha auxiliar do bolsonarismo"

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No aniversário de 12 anos Novo, Amoedo diz que sigla "não existe mais" (Foto: Redes sociais/Divulgação)

Ex-membro e fundador do partido Novo, o João Amoedo disse que a legenda, que completa 12 anos neste domingo (12), não existe mais. Ele se refere aos rumos que a sigla tomou.

“O Novo, fundado 2011, comemoraria hoje 12 anos. Entretanto, o partido que se comprometeu a não utilizar recursos públicos, a seguir princípios, que teve 48 mil filiados, que arrecadava 3x o que gastava, que elegeu 4 vereadores em 2016 e 21 mandatários em 2018 não existe mais”, escreveu no Twitter.

Ainda segundo ele, o partido foi destruído pela atual gestão em 2020 para se tornar “linha auxiliar do bolsonarismo”. “Os dirigentes entregam resultados pífios, mas prometem, contra todas as evidências e para se manterem no poder, que no próximo pleito será diferente . Enquanto isso o número de filiados despenca, a arrecadação não é suficiente para pagar as contas da instituição, a imagem do partido sofre e a legenda é vista como linha auxiliar do bolsonarismo.”

O ex-presidente da sigla também afirma que o partido, atualmente, não identidade ou relevância e que lhe resta buscar políticos insatisfeitos com outras legendas e a usar dinheiro público de outras gestões. “O ex-Novo faz assim, de forma oportunista e dissimulada, o velho roteiro que o Novo de 2011 nasceu para combater”, finaliza.

Nos comentários, mensagens de apoio, mas também críticas. “Supera, o Novo está bem melhor sem o senhor”, escreveu um internauta. Outro disse: “Infelizmente o Novo se transformou em uma linha auxiliar ao bolsonarismo. Uma pena. Perdeu toda sua essência. Concordando ou não com os princípios do partido, era saudável para o cenário político brasileiro. Hoje nem isso é.”

Na semana passada, o senador Eduardo Girão (CE) se filiou ao novo. Ele deixou o Podemos após desistir de disputar a presidência do Senado para apoiar o candidato bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN), que foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).