COMO FOI

O depoimento de Bolsonaro: PF o questionou sobre o caso das vacinas e sobre o 8 de Janeiro

Foram duas horas e trinta minutos e 60 perguntas

TSE forma maioria para negar recurso de Bolsonaro contra inelegibilidade
PF pode ouvir Bolsonaro no exterior sobre inquérito dos atos golpistas (Foto: Reprodução - Agência Brasil)

Depois de duas horas e trinta minutos e 60 perguntas — todas respondidas — terminou há pouco na sede da PF em Brasília o depoimento de Jair Bolsonaro.

O delegado responsável pelo inquérito, Fábio Shor, não questionou Bolsonaro apenas sobre as fraudes nos cartões de vacinação dele e de sua filha Laura.

Perguntou também sobre os atos golpistas do 8 de Janeiro. Shor quis saber se ele tinha conhecimento das conversas de teor golpista entre Mauro Cid e Aílton Barros e sobre os acampamentos bolsonaristas em frente aos quarteis.

Já sobre sobre sua conta corrente numa agência do Banco do Brasil nos EUA, nada foi perguntado.

Sobre o caso das vacinas, nenhuma surpresa nas respostas dadas por Bolsonaro. Ele negou sua participação no esquema de fraude de cartão de vacinação. E repetiu que não determinou que ninguém o fizesse, nem o tenente-coronel Mauro Cid nem o seu assessor Max Guilherme, ambos presos desde a semana passada.

Neste momento, o depoimento está sendo revisado pela defesa do ex-presidente. São quatro os advogados que o acompanham à PF: Paulo Cunha Bueno, o criminalista do grupo; Daniel Tesser, especializado em Direito Aduaneiro; Marcelo Bessa, que acompanha os processos do ex-presidente nos tribunais superiores; e o ex-chefe da Secom Fábio Wajngarten, também advogado, mas que cuida da comunicação do capitão.