Segundo caso

Presidente da Caoa também consegue liminar para não ir à CPI dos Incentivos Fiscais

"Não tem coragem de dizer que não quer vir aqui. Mas vamos insistir", garantiu o relator

Presidente da Caoa também consegue liminar para não ir à CPI dos Incentivos Fiscais
Fábrica da Caoa em Anápolis (Foto: Reprodução/Google Street View)

Carlos Alberto de Oliveira, presidente da Caoa, conseguiu liminar para não comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incentivos Fiscais. No último dia 4 ele já tinha apresentado um atestado de dez dias e, consequentemente, deveria retornar nesta segunda-feira (18).

“Não tem coragem de dizer que não quer vir aqui. Mas vamos insistir”, declarou Humberto Aidar (MDB), relator da matéria. O deputado lembrou que o empresário já havia enviado um representante “que não sabia nada” e não satisfez os membros da comissão.

Além disso, na primeira vez em que teria de comparecer ao colegiado, Carlos Alberto se ausentou e pediu que fossem enviadas, por escrito, as questões. Ressalta-se que a agenda da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ainda marcava a presença do presidente da Caoa, mas não dos representantes da JBS, Marcelo Zanata e Fábio Chilo, que comparecerem e, inclusive, elogiaram o andamento do colegiado.

“A CPI não está afugentando e nem gerou desemprego”, afirmou Aidar. “Ela vai continuar, sempre, com números, dados técnicos e respeito. Estamos ouvindo empresários que têm contratos com o Estado de Goiás. Não bandidos.”

Esse é o segundo nome que consegue liminar para não comparecer às oitivas. O primeiro foi de Weslei Batista Filho, da JBS. Ambos ainda podem comparecer. Ao fim do encontro, foi aprovado o requerimento para a presença de José Alves Filho, da Refresco Bandeirantes, em 2 de dezembro.