COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

PSDB aciona Justiça Eleitoral e pede mandato de Aava Santiago por infidelidade partidária

Direção tucana reage à saída da vereadora para o PSB e diz que mudança ocorreu sem anuência e sem diálogo

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PSDB pede na Justiça Eleitoral a perda do mandato da vereadora Aava Santiago após saída da legenda e filiação ao PSB (Foto Paulo Pinto/Agência Brasil)

O PSDB entrou na Justiça Eleitoral para pedir a perda do mandato da vereadora Aava Santiago após a saída dela do partido. Os diretórios estadual e metropolitano protocolaram ação no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás alegando infidelidade partidária depois que a parlamentar se filiou ao PSB sem apresentar carta de anuência da legenda.

Na ação, o partido afirma que não houve qualquer comunicação prévia sobre a troca de sigla e que os dirigentes tomaram conhecimento da filiação ao PSB pela imprensa.

O argumento central é de que a janela partidária de 2026 vale apenas para deputados estaduais e federais e vereadores só podem mudar de partido fora desse período com carta de anuência. O PSDB sustenta que o estatuto da legenda não permite esse tipo de liberação.

Os tucanos também afirmam que a eleição de Aava ocorreu dentro da estrutura partidária, com financiamento da sigla e votos da chapa proporcional. Na peça apresentada ao tribunal, o partido afirma: “O mandato que hoje exerce não decorre de projeto político individual dissociado da legenda, mas da conjugação entre sua candidatura e a força partidária que a sustentou perante o eleitorado”.

A vereadora diz que ainda não foi notificada da ação e afirma ter recebido a informação pela imprensa. Segundo ela, a saída do PSDB vinha sendo discutida com o ex-governador Marconi Perillo desde outubro de 2025.

De acordo com Aava, Marconi tratou do assunto diretamente com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, dentro de um entendimento político nacional entre PSDB e PSB que também envolveria o presidente nacional do partido, Aécio Neves. “Recebi com surpresa a notícia da ação judicial”, afirmou.

O caso agora será analisado pela Justiça Eleitoral.