POSSIBILIDADE

Quatro anos depois, Marconi e Eliton podem reeditar dobradinha ao lado de Lula

"Candidatura de Lula com Alckmin é revestida de simbolismo que vai além de nomes. Sintetiza a unidade dos que divergiram", diz Eliton

Quatro anos depois, Marconi e Eliton podem reeditar dobradinha ao lado de Lula
Quatro anos depois, Marconi e Eliton podem reeditar dobradinha ao lado de Lula (Foto: Governo de Goiás / Arquivo)

Em 2018, o então governador José Eliton disputou a reeleição em Goiás, com o ex-gestor estadual, Marconi Perillo, como candidato ao Senado, na chapa. À época, ambos eram do PSDB e foram derrotados – Eliton, a convite de Geraldo Alckmin, migrou para o PSDB no último mês.

Neste ano, essa dobradinha pode se repetir, mas com uma nova característica: a presença do ex-presidente Lula no palanque dos ex-governadores goianos. Especulações sugerem que José Eliton pode ser vice ou cabeça de chapa com o pré-candidato do PT, Wolmir Amado, tendo Marconi como nome ao Senado.

Inclusive, Eliton se reuniu com o petista e o também ex-governador Geraldo Alckimin na quarta (6), em São Paulo. Na pauta, uma “análise do cenário nacional”, mas também a tão falada “frente ampla de partidos progressistas”.

Vale citar, Alckmin foi anunciado, nesta sexta-feira (8), como vice de Lula na chapa pela disputa ao Planalto. Eliton, por sua vez, já se reuniu com o pré-candidato ao governo de Goiás do PT, Wolmir Amado, para discutir alianças.

O encontro de Eliton, Lula e Alckmin aconteceu na casa do advogado do petista, Cristiano Zanin. O jurista tem sido um dos principais interlocutores do ex-presidente com tucanos – tanto Alckmin como Eliton vieram do PSDB.

José Eliton

Ao Mais Goiás, José Eliton diz que é muito cedo para falar em dobradinha ou de uma união de Lula e Marconi. Ele cita que seu projeto não é ser candidato, apesar de não ver problema se for o desejo das forças do grupo. Contudo, reforça que seu intuito é ajudar a construir uma chapa forte.

“A candidatura de Lula com Alckmin é revestida de simbolismo que vai além de nomes. Sintetiza a unidade dos que divergiram”, declara. Questionado se essa “unidade dos que divergiram” também pode significar um Lula-Marconi, ele diz que “talvez”. “Mas dependerá muito da compreensão de todos eles.”

Eliton aponta, ainda, que o momento é de dialogar com todas as forças progressistas, como Rede, Psol, UP, PDT, PSDB e tantos outros – PT, PCdoB e PSB já estão pacificados, segundo ele. “Lá na frente, com as forças que se alinharem, vamos discutir a chapa. O importante é o desprendimento de fazer a chapa com a maior amplitude possível. É o meu objetivo.”

José Eliton, Lula e Alckmin se reúnem em São Paulo
José Eliton, Lula e Alckmin se encontraram em São Paulo, nesta semana