CURIOSIDADE

Saiba qual ministro do STF esperou mais e menos para sabatina no Senado

Indicado por Bolsonaro, André Mendonça esperou 141 dias; o mais rápido foi Carlos Alberto Direito, nome de Lula que aguardou 1 dia

Saiba qual ministro do STF esperou mais e menos para sabatina no Senado
Advogado Cristiano Zanin Martins fala no julgamento de recursos da Lava Jato na 8ª Turma do TRF4. (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

De Fernando Henrique Cardoso (PSDB) até Lula (PT) em seu terceiro mandato, o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que mais esperou para ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado foi André Mendonça, escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): 141 dias. O mais rápido foi Carlos Alberto Direito, nome do petista durante o segundo mandato, que só aguardou um dia.

O levantamento foi feito pelo site Poder360. Vale lembrar, o mais recente nome que passará por sabatina é Cristiano Zanin. Indicado por Lula em 1º de junho, ele só aguardará 20 dias, pois na próxima quarta (21) já irá à Casa Alta do Congresso.

Mas ainda sobre o levantamento, começando pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o indicado dele, Gilmar Mendes, aguardou 27 dias. Lula, em seu primeiro mandato, indicou cinco nomes. Foram eles: Joaquim Barbosa (14 dias), Carlos Ayres Britto (6), Eros Grau (13), Ricardo Lewandowski (2) e Cármen Lúcia (6).

Na segunda gestão do petista, ele escolheu o mais rápido, Carlos Alberto Direito (1), e Dias Toffoli (12). Ex-presidente Dilma Rousseff (PT), nas duas gestões, indicou cinco nomes à Corte: Luiz Fux (7), Rosa Weber (28), Teori Zavascki (37), Roberto Barroso (12) e Edson Fachin (27).

Já o ex-presidente Michel Temer (MDB) selecionou Alexandre de Moraes, que precisou esperar 14 dias. Bolsonaro (PL), por sua vez, optou por Nunes Marques (19) e André Mendonça, o campeão de espera com 141 dias.

Em relação a Zanin, o advogado de Lula nos casos da Lava Jato aguardará 20 dias. Ele foi indicado para a vaga de Lewandowski, aposentado em abril deste ano. Como tem 47 anos, poderá ficar no STF até novembro de 2050, quando fará 75 anos e será aposentado compulsoriamente.