Sandro Mabel encontra novo clima na Câmara ao prestar contas da gestão
Apresentação do prefeito durou cerca de 1h20
O prefeito Sandro Mabel (UB) prestou contas do primeiro quadrimestre de 2026 na Câmara Municipal de Goiânia nesta segunda-feira (6/7) dizendo ter consolidado o processo de reequilíbrio das contas públicas municipais. E, diferente de outras participações do chefe do Executivo na Casa, o ambiente político foi totalmente favorável ao prefeito, que permaneceu no plenário por quase 3 horas. A oposição pouco se manifestou.
A apresentação do prefeito, que durou cerca de 1h20, ocorreu de forma tranquila. Vereadores que têm mantido ataques diretos a Mabel, como Igor Franco (Podemos) e Lucas Vergílio (Solidariedade) permaneceram pouco tempo em plenário. Nos bastidores isso foi apontado como reflexo de uma nova fase tanto da gestão municipal, da percepção dos servidores e da relação com a Câmara Municipal.
Igor Franco, por exemplo, permaneceu cerca de 15 minutos em plenário e se retirou sem qualquer manifestação. Nas redes sociais, justificou que uma “manobra” teria impedido que ele se inscrevesse para usar a tribuna. Mas os nomes listados para as falas são prerrogativas da mesa diretora, que nesta segunda-feira foi presidida pelo vereador Cabo Sena (Mobiliza).
Lucas Vergílio permaneceu no plenário por mais tempo, no entanto, não fez qualquer declaração. Aava Santiago (PSB), que é vereadora da oposição, usou a tribuna. Ela não apresentou questionamentos referentes aos dados apresentados por Mabel.
Ela questionou gastos da Prefeitura com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e os contratos com o Consórcio LimpaGyn. Sandro Mabel respondeu às demandas da vereadora tecnicamente. O prefeito permaneceu na Câmara Municipal por quase quatro horas. Depois da apresentação, respondeu aos vereadores listados pela Casas para manifestações.
O vereador Fabrício Rosa usou as redes para dizer que o prefeito não ouviu os vereadores do Partido dos Trabalhadores. Questionada, a assessoria do prefeito Sandro Mabel informou que os nomes de quem assume a tribuna são definidos pela própria Câmara.