Sexta-feira, 31 de Julho de 2026
Ainda não foi criado

Se não efetivar, Vitor Hugo vê chance de outras siglas terem candidatos do Aliança pelo Brasil

“Sem esconder nada do outro partido, claro. Nós queremos viabilizar a candidatura, mas depois migrar. Se o partido quiser compor dessa forma, pode sim acontecer”

Por - Goiânia, GO
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Major Vitor Hugo testa positivo para Covid-19

O Aliança pelo Brasil, atualmente, conta com 220 mil fichas impressas segundo o líder do governo na Câmara, deputado federal Major Vitor (PSL). Esses documentos de filiação ainda dependem de confirmação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar, aliado de primeira ordem do presidente Bolsonaro (sem partido), afirma que, só em Goiás, já são 7 mil.  “Vamos nos esforçar para dar certo”, diz otimista, mas ainda admite a possibilidade de, caso a sigla não seja criada, utilizar outras legendas para ancorar candidatos.

“É uma possibilidade. Mas sem esconder nada do outro partido, claro. Nós queremos viabilizar a candidatura, mas depois migrar. Se o partido quiser compor dessa forma, pode sim acontecer”, destaca Vitor Hugo. O congressista adianta que a organização nacional [do Aliança] vai apontar o caminho. “Aí vamos tentar regionalizar dentro dos Estados”, resume.

Em construção

Segundo Major Vitor, que atendeu o Mais Goiás de Catalão, ele está em uma jornada pelo interior para saber das demandas regionais. “Mas as pessoas sempre perguntam do Aliança pelo Brasil.”

Desta forma, ele diz que o grupo tem organizado a parte logística, a fim de explicar sobre o preenchimento de fichas e realizar eventos, como o que houve na capital. A equipe de atuação é formada por voluntários, “pessoas que apoiaram o presidente na eleição [de 2018]”.

No último dia 14, a legenda em construção realizou seu 1º Encontro de Apoiadores em Goiânia. O evento teve como objetivo orientar melhor as pessoas sobre como fazer o apoiamento ao Aliança.

Aliança pelo Brasil

Vale lembrar que o Aliança Pelo Brasil é o partido que o presidente Bolsonaro tenta fundar desde a saída do PSL, em 19 de novembro. O intuito é viabilizar a legenda até março deste ano, para que os filiados possam disputar os pleitos municipais.

Para isso, são necessárias cerca de 500 mil assinaturas. O Mais Goiás já explicou as dificuldades para a criação do partido em tempo tão curto. Confira a seguir:

https://www.emaisgoias.com.br/entenda-as-dificuldades-para-a-criacao-do-alianca-pelo-brasil/

Desgaste

O ex-secretário-geral da Previdência, Gustavo Bebianno, disse ao UOL, que o ministro da Justiça Sergio Moro deveria pedir demissão e sair candidato. “Infelizmente, o Jair só pensa em reeleição. A sorte do país é que há alguns ministros que efetivamente trabalham pelo Brasil, e para o Brasil, a exemplo do Sérgio Moro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Essa obsessão pelo poder, combinada com as paranoias de traição, se sobrepõe ao excelente trabalho desses auxiliares. Como o Jair morre de medo do Moro nas urnas, fará de tudo para acabar com ele até 2022”, afirmou ao site.

A declaração foi dada após surgirem conversas sobre a possibilidade do Ministério da Justiça ser desmembrado, com a recriação da pasta da Segurança, hoje subordinada a Moro. Porém, nesta sexta-feira (24), o presidente já negou qualquer possibilidade de desmembramento. “O Brasil está indo muito bem, na segurança pública os números demonstram que estamos no caminho certo. É minha máxima, né, em time que está ganhando não se mexe”, afirmou em entrevista durante viagem a Índia, divulgada pelo GloboNews.

Major Vitor Hugo reforçou a visão de Bolsonaro. “A chance de um novo ministério [de Segurança Pública] é muito pequena”, esclareceu. Além disso, sobre a relação entre Moro e o chefe do Executivo nacional, ele garante: “Não tem desgaste nenhum.”

Em entrevista ao Mais Goiás, o presidente do PSL em Goiás, Delegado Waldir, afirmou: “Meu candidato em 2022 é Moro.” Confira a matéria completa a seguir:

https://www.emaisgoias.com.br/meu-candidato-em-2022-e-moro-diz-delegado-waldir/

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