MST

Vereador Fabrício Rosa é preso durante manifestação d MST em Santa Helena; vídeo

Parlamentar do PT foi detido por desacato após sugerir que a polícia é responsável pelo assassinato de "jovens pretos todos os dias"

Foto Matéria (4)

O vereador por Goiânia Fabrício Rosa (PT) foi preso na manhã desta sexta-feira (17/4), em Santa Helena de Goiás, sob acusação de desacato à autoridade. Ele acompanhava uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) quando foi detido por policiais militares.

Além do parlamentar, também foi detido Leandro de Almeida Costa, integrante da coordenação nacional do MST. A prisão ocorreu após o vereador tentar trafegar por uma rodovia bloqueada pelos policiais. Segundo os militares, Fabrício teria cometido o crime de desacato ao sugerir que a polícia é responsável pelo assassinato de “jovens pretos todos os dias”. Confira o vídeo abaixo.

Vereador preso em Santa Helena

O vereador, por sua vez, alega que houve uso de violência e arbitrariedade na ação, após ordem do major Guimarães, que se apresentou como comandante da 21ª Companhia da corporação. De acordo com a equipe do parlamentar, não houve qualquer atitude que justificasse a prisão.

Em nota enviada à imprensa, a assessoria de Fabrício Rosa afirmou que imagens registradas no momento da ocorrência não indicam desacato. “Como é possível ver no vídeo do momento da prisão, não houve qualquer situação que levantasse a suspeita de desacato. O que se vê é o uso de força por parte dos policiais, que tentaram jogar o vereador no chão, agredi-lo e tomar o celular de suas mãos, ação que resultou, inclusive, em lesão nas costas de Fabrício Rosa”, diz o texto.

Ainda conforme a nota, o vereador teria sido impedido de acompanhar a manifestação e preso após criticar supostos episódios de violência contra minorias e populações periféricas. A equipe também questiona a conduta do comandante da operação, mencionando o momento em que o major aparece utilizando o celular antes de determinar a prisão. “Fica a pergunta: quem deu a ordem para prender o vereador Fabrício Rosa?”, questiona o comunicado.

A Polícia Militar também foi procurada para comentar o ocorrido. Até a publicação da matéria, porém, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da corporação.

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