MP, PF E DECARP

Vereadores dizem que houve corrupção na festa de aniversário de Planaltina

Funcionários comissionados e de empresas terceirizadas teriam cobrado taxas de ambulante pela ocupação do espaço na praça de alimentação do evento, apesar da prefeitura abrir mão da cobrança

Vereadores denunciam suposto esquema de corrupção no aniversário de Planaltina
Vereadores denunciam suposto esquema de corrupção no aniversário de Planaltina

Vereadores de Planaltina de Goiás levaram ao Ministério Público de Goiás (MPGO) um pedido para que o órgão investigue denúncia de um esquema de corrupção no aniversário de 132 anos da cidade, celebrado em março deste ano. Segundo reportagem do Metrópoles, além dos gastos com a festa (cerca de R$ 1,3 milhão), funcionários comissionados e de empresas terceirizadas cobraram taxas de ambulante pela ocupação do espaço na praça de alimentação do evento gratuito para que pudessem vender bebidas e comidas.

Inclusive, foram eles que denunciaram o caso à Câmara Municipal, uma vez que a prefeitura abriu mão da cobrança, apesar de servidores das secretarias de Cultura e Turismo e de Saúde cobraram irregularmente por meio de transferências bancárias e Pix. Um dos denunciantes revelou que foi cobrado R$ 250 por noite.

Por conta disso, os vereadores Victor Dimba (PRTB) e Carlim Imperador (Pros), além do MP, levaram a denúncia à Polícia Federal (PF) e na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) de Goiás. Um ofício também foi encaminhado à Controladoria-Geral do Município para saber sobre o orçamento da comemoração. Além dos dois parlamentares, outros três – Denis Franco (PROS), Genival Fagundes (PL) e Juninho (PROS) – também tentaram instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar indícios de corrupção no evento, mas não tiveram apoio dos demais.

O site, por meio de áudio, identificou uma mulher chamada Ana Júlia, além de um comissionado lotado na Secretaria de Saúde, Francilon Dias, ambos envolvidos na cobrança.

Respostas

A festa ocorreu entre 17 e 19 de março. Em um grupo de aplicativos de mensagens, ao ser questionado, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Ramon Franck da Silva, disse que o dinheiro teria relação com uma “taxa de fiação para puxar a energia que não tinha”. Aos vereadores, a prefeitura teria informado que abriu sindicância interna para apurar as denúncias.

Além disso, à reportagem do site, o servidor pasta de Saúde citado por Ana disse se tratar “de um evento municipal do aniversário da cidade, onde todas secretarias estavam envolvidas, contudo, fui convocado independentemente da secretaria a que pertenço”. Em relação aos Pix, ele esclareceu que “os mesmos foram das barracas credenciadas no evento, sem a minha autorização, porém, o dinheiro era do evento e foi usado no próprio evento. Do mesmo jeito que entrou na conta, ele saiu da conta em função do evento”.

Ana Julia, por sua vez, declarou que as barracas credenciadas dentro do evento eram direito das empresas que estiveram lá. Ela disse, ainda, que foi contratada pela empresa ganhadora da licitação da organização e produção do evento com a função de receber e gerenciar as barracas devidamente credenciadas de dentro do evento.

O Mais Goiás tentou contato com a prefeitura de Planaltina de Goiás pelo telefone informado no site oficial (61 3142-0141), mas não teve retorno. O espaço permanece aberto.