Zema sugere trocar juízes por IA para tornar máquina pública ‘mais eficiente’
"Em vez de ter 10 mil juízes, você pode ao longo do tempo reduzir para 8 mil, depois para 6 mil", afirmou Zema em entrevista
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Com o objetivo de diminuir gastos da máquina pública e reduzir cargos, o ex-governador de Minas Gerais e candidato a presidente da República Romeu Zema propôs substituir juízes por inteligência artificial em entrevista à Globonews, no começo do mês de agosto.
“Uma das propostas que eu tenho é a de que a máquina pública, no geral [municípios, estados e União] fiquem pelo menos 1% mais eficiente ao ano. Tem tanto recurso tecnológico, inteligência artificial no setor privado […]. No Judiciário, tem muita coisa que um juiz faz hoje que inteligência artificial pode assessorá-lo, e ele ficará mais produtivo. Em vez de ter 10 mil juízes, você pode ao longo do tempo reduzir para 8 mil, depois para 6 mil, porque eles vão ficar mais produtivos”, afirmou Zema.
A entrevista foi conduzida pelas jornalistas Natuza Nery e Andreia Sadi. O ex-governador não especificou como pretende implantar a inteligência artificial na rotina do poder Judiciário e em quanto tempo isso aconteceria.

Na mesma oportunidade, Zema defendeu mudanças na forma de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, o cargo é de livre-nomeação do presidente da República, mas o nome precisa ser ratificado pelo Senado. O ex-governador propôs a adoção de um modelo de lista tríplice para escolha dos novos magistrados da Corte, o que, segundo ele, reduziria a autonomia do presidente.
“Como governador de Minas, eu fiz uso da lista tríplice. Chegaram para mim durante sete vezes, se não me engano, nomes excelentes, porque já tinham passado por uma triagem na OAB, ou no Ministério Público ou no próprio Tribunal de Justiça. E chegaram nomes excelentes. Agora, por que o presidente tem tanta liberdade para indicar o advogado dele, o advogado do PT, o ministro dele? Eu, como presidente, quero que chegue para mim uma lista de notáveis”, afirmou.