Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026
ESTUDO

Bets entre menores: vício e endividamento são as principais consequências relatadas por pais

Apesar da proibição legal no Brasil, 10% dos pais afirmam ter filhos de 12 a 18 anos envolvidos em apostas

Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
bets menores

Pesquisa “Apostas Online: entre o prazer do jogo e o risco financeiro”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revela que 10% dos consumidores têm filhos entre 12 e 18 anos envolvidos nestes jogos. O estudo foi divulgado na segunda-feira (2).

Neste momento, a sociedade discute a proibição das bets no Brasil, que estão fora do ar desde 6 de outubro, após medida provisória do presidente Lula (PT), cuja manutenção é analisada na Justiça.

Conforme o levantamento, entre os pais que admitiram ter filhos envolvidos nas bets, 70% reconhecem que as apostas provocaram algum impacto na vida dos menores. É preciso ressaltar que a participação de menores de idade em apostas de quota fixa é proibida no Brasil, mas os números revelam que os jovens têm acesso a essas apostas.

Apesar de a pesquisa não revelar como os adolescentes tiveram acesso aos jogos, acredita-se que a divulgação em redes sociais, transmissões esportivas e perfis de influenciadores contribua para o alcance dos menores. Inclusive, 44% dos entrevistados defendem campanhas de conscientização sobre o risco de vício como medida para reduzir os danos, enquanto 43% querem proibir propagandas com famosos e influencers.

Além disso, 66% dos entrevistados afirmam que os atletas, influenciadores digitais, artistas ou celebridades que anunciam apostas passam a ter uma imagem negativa. Dentro desse recorte, 42% deixam de acompanhar essas personalidades.

Entre os impactos citados por esse grupo, o maior é o vício dos filhos (26%), seguido pelo endividamento (24%), que já cria consequências para a vida adulta, e o uso de cartão de crédito e dinheiro da família sem autorização (14%). Outro problema apontado é a saúde: os pais destacaram os sinais de ansiedade, depressão ou irritabilidade (13%).

LEIA MAIS:

Categorias:
Economia Poder em Jogo Política