Cíntia Dias avalia que pulverização da direita favorece chapa de esquerda ao Senado
Presidente do PSOL também conta com os eleitores de Lula para alavancar a candidatura
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Presidente do PSOL Goiás e candidata ao Senado, Cíntia Dias acredita que as múltiplas candidaturas da direita beneficiem seu projeto. Além disso, ela afirma que, neste ano, disputa a Casa Alta do Congresso com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diferencial que não tinha em 2022, quando concorreu ao governo do Estado.
“Eu era a candidata da Frente Progressista em 2022. Tinha apoio do ministro Guilherme Boulos, da ex-senadora Marina Silva e de líderes importantes do PSOL, como Luiza Erundina, Juliano Medeiros, entre outros. Agora, com o apoio do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e dos deputados do PT, como Adriana Accorsi e Rubens Otoni, do PSB, da presidente Aava Santiago e do PDT, com Mundim, é chegar a cada um desses eleitores que votaram em Lula”, afirmou.
Este ano, a federação PT, PCdoB e PV formou uma frente ampla com PSOL, Rede, PDT e PSB. A chapa ao governo é liderada por Luis Cesar Bueno (PT) e tem Carlos Mundim (PDT) na vice. Ao Senado, além de Cíntia, também disputa uma cadeira a ex-deputada estadual Isaura Lemos (PSB).
A expectativa de Cíntia é aproveitar que, diferente da direita, são poucos nomes da esquerda ao Senado e o eleitorado de Lula no Estado. Em 2022, o presidente teve 39,51% dos votos no primeiro turno das eleições, com 1.454.723 eleitores goianos. Segundo ela, o número é mais que suficiente para eleger um senador — naquele ano, Wilder Morais (PL), hoje candidato ao governo, foi eleito senador com 799.022 votos. Para a pessolista, há espaço entre os eleitores do líder petista para subir à Casa Alta.
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