Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026
PGR E STF

Deputados pedem apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro

"Ele não vai fugir do país", afirmou Otoni de Paula

Por - Goiânia, GO
Publicado em:
'Meu porta-voz': Flávio Bolsonaro lê carta do pai que pede união

Os deputados federais Otoni de Paula (PSD-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Duda Salabert (PSOL-MG) pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retenção e apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL). A demanda ocorreu após a derrota do candidato do PL, na noite de domingo (25), para o presidente Lula (PT) na disputa ao Planalto.

Otoni de Paula, que não foi reeleito, gravou um vídeo no Instagram. “Eu acabei de protocolar com os meus advogados uma representação à Procuradoria-Geral da República, uma tutela cautelar de urgência. Notícias de fatos e requerimento de providências judiciais imediatas. É a proibição de saída do país e entrega do passaporte, e diligências essenciais, contra o senhor Flávio Bolsonaro. Ele não vai fugir do país, porque o negão aqui não deixou. Não vai deixar. Miliciano vai ter que pagar aqui. Os seus esquemas com Vorcaro, você vai ter que pagar aqui”, afirmou.

Há alguns meses, a imprensa revelou relações entre Flávio e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O senador pediu mais de R$ 130 milhões para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Duda, por sua vez, escreveu no X: “Acabo de pedir a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro. O próximo passo desse bandido é tentar fugir do Brasil para não enfrentar os vários inquéritos em seu nome. Precisa ser preso logo. Não podemos permitir que ele se junte ao irmão nos EUA para tramar contra a soberania nacional.”

Em seu discurso, Flávio não reconheceu a vitória de Lula e afirmou que pediria a anulação da eleição na Justiça. Ele criticou a prorrogação em 2 horas do período de votação, apesar de a campanha dele também ter solicitado a extensão do prazo, e afirmou que fiscais do PL foram expulsos da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte desmentiu e afirmou ter comprovação e vídeo da presença dessas pessoas.

LEIA MAIS:

Categorias:
Poder em Jogo Política