Terça-feira, 06 de Outubro de 2026
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Flávio ouve apelo por Caiado ministro, promete redução da maioridade penal, mais penas e castração química

"Eu vou me inspirar muito na Segurança Pública aqui de Goiás e de São Paulo. Porque se tem alguma coisa que eu vou fazer, é arregaçar com vagabundo"

Por - Goiânia, GO
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Caiado Flávio Daniel

O senador e candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), participou de ato de apoio promovido pelo governador reeleito Daniel Vilela (MDB) e pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) nesta terça-feira (6), em Goiânia. Após agradecer o apoio, o presidenciável afirmou que pretende se inspirar no trabalho da Segurança Pública realizado em Goiás.

“Eu vou me inspirar muito na Segurança Pública aqui de Goiás e de São Paulo. Porque se tem alguma coisa que eu vou fazer, é arregaçar com vagabundo. A gente vai construir mais de meio milhão de vagas em presídios. Vamos aumentar as penas para chefes de facções criminosas. Vai ser declarado grupo terrorista, vão ficar até 80 anos preso”, afirmou.

Ele ainda afirmou que tem convergência de 115% com o plano de governo de Ronaldo Caiado. Segundo o candidato do PL, em seu eventual governo haverá proteção de verdade às mulheres. “Espancador de mulher vai tomar cana de até 40 anos.”

“Abusador, estuprador de mulher e criança, vai tomar castração química, para nunca mais fazer maldade. A gente vai reduzir a maioridade penal, por isso é muito importante os dois senadores que Goiás me deu aqui, para gente reduzir a maioridade penal. Porque menor que estupra, que mata, tem que responder como gente grande. Vai pagar como adulto”, comprometeu-se.

Em outro momento, o presidenciável defendeu que menores entre 16 e 18 anos tenham direito de tirar Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Hoje esse direito é facultado apenas aos maiores de 18. “Se pode eleger presidente e se pode responder pelos seus atos como maior de 16, vai poder também ter carteira de motorista.”

Flávio ainda disse que ele é o único obstáculo para o país não se tornar uma Venezuela e cair nas mãos de grupos terroristas. “Eu sou o empecilho hoje para esse país não virar uma Venezuela. Para o Brasil não cair nas mãos de grupos terroristas como Hamas e Hezbollah. Esse presidente da República [Lula] se aproxima de ditadores como o da Nicarágua, que persegue padres, que persegue pastores, que maltrata mulheres e desrespeita direitos humanos. O Brasil tem um presidente da República que briga com quem está em outro continente, mas não briga por você. Não briga com estuprador, com ladrão de celular, com miliciano, com assassino de mulher. Eu vou brigar por você”, afirmou.

Caso seja eleito no próximo dia 25, o candidato garantiu que receberá a faixa presidencial acompanhado do pai dele, Jair Bolsonaro (PL) – que está preso e não tem previsão de sair. “Vocês verão Jair Bolsonaro colocando a faixa de presidente no filho dele”, afirmou em Goiânia.

Em sua vez de discursar, o ex-governador afirmou que a vitória do candidato do PL é necessária para “devolver o Brasil aos brasileiros”. Ele ainda associou o PT aos escândalos Master e INSS. “Nessa eleição, o Flávio vai ganhar no dia 25 de outubro. Arrocha, Goiás! Vamos lá, minha gente, vamos ganhar essa eleição.” Em seguida, ele pediu calma com as mãos aos apoiadores que o chamaram de “ministro”.

Daniel Vilela

O governador Daniel Vilela declarou apoio durante o ato desta terça e reforçou que seu grupo estará empenhado nas próximas semanas para colocar fim “à era do PT”. “Saiba que esse grupo estará ao seu lado de corpo e alma, dedicado ao longo dessas próximas três semanas para poder ampliar ainda mais a sua votação aqui no nosso Estado.”

“O Brasil sofreu muito nesses últimos quatro anos e aqui em Goiás não foi diferente. O nosso Estado vem sendo muito penalizado por ser feito da parte do atual governo a distinção em relação aos nossos posicionamentos políticos”, emendou.

Ao se dirigir a Flávio, ele afirmou que “Goiás hoje te recebe com muito entusiasmo e com grande expectativa. Nós depositamos na sua pessoa essa mudança tão desejada pelos brasileiros”.

Chegada

Flávio desembarcou em Goiânia após as 15h. Ele foi recebido por Caiado, Daniel e pelo deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL), além de outras lideranças de direita. O presidenciável estava acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador Wilder Morais (PL), derrotado no primeiro turno na disputa ao governo de Goiás.

A plateia, que já cantava e fazia barulho, ficou ainda mais animada quando Flávio chegou ao comitê do MDB e partidos aliados. Entre os gritos, pedidos para o presidenciável nomear Caiado como ministro em um eventual governo.

(Foto: Jucimar de Sousa)

Abertura do evento

Quem abriu o evento foi o senador eleito Gustavo Gayer. Na ocasião, ele disse que no local estava “a legião que libertará o Brasil”. “Nós, aqui de Goiás, estamos extremamente honrados, porque esse é o Estado que você decidiu visitar primeiro nesse segundo turno, conseguindo apoio de Ronaldo Caiado, Daniel Vilela, lideranças do nosso Estado”, afirmou.

Gayer ainda enviou uma mensagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Acharam que tinham acabado com a direita, com os conservadores. O senhor hoje está preso, sem poder ver o seu filho, sua família, o maior líder político que o país já viu. Presidente, eu sou seu soldado, eu sou senador para libertar o senhor e os prisioneiros políticos”, afirmou.

Tarcísio de Freitas

O governador Tarcísio também discursou durante o evento. Cobrado em muitos momentos por não fazer uma defesa tão clara do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido em prisão domiciliar, ele reforçou sua posição de apoiador em Goiânia.

“Tentaram calar Jair Bolsonaro, trancaram Jair Bolsonaro, injustiçaram, humilharam. Mas a voz de Jair Bolsonaro reverbera por meio de todos vocês”, disse Tarcísio. “Não deu certo, esse movimento é imparável e vai mudar o Brasil.” Ele ainda afirmou que a provável vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Lula (PT) trará de volta “alegria” e “liberdade”.

“Com Jair Bolsonaro, a gente aprendeu a ter orgulho de falar de Deus, a professar nossa fé, a falar da família, a falar da liberdade, do direito de propriedade, da iniciativa privada, da livre iniciativa; essa voz não se cala. Sofremos por quatro anos com um governo rancoroso e incompetente, mas que está chegando ao fim. Nunca mais a gente vai ter o PT. A única coisa que a gente vai ver no dia 25 de outubro é o cartão vermelho que essa turma mais tomar”, afirmou Tarcísio.

Quanto apoio de Caiado, ele afirmou que o goiano é “um grande governador, que nos inspira, que é referência, que tem a vida pública ilibada, que desde 1989 já dava porrada no Lula nos debates”.

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