14 pessoas são mortas a tiros por criminosos em Fortaleza
Criminosos invadiram festa onde estavam presentes membros de facção rival. Trabalhadores e vizinhos também morreram no tiroteio.
Ir direto pra matériaA madrugada de sábado teve início com, ao menos, 14 mortos em uma chacina no bairro Cajazeiras quando jovens estavam se divertindo no popular “Forró do Gago”. A informação é de André Costa, secretário de Segurança do Estado. A maioria das vítimas era de mulheres.
Seis pessoas foram levadas para o Instituto Dr. José Frota (IJF) feridas, sendo duas em estado grave. Um rapaz de 24 anos com um tiro no rosto (ainda falando), uma menina de 16 anos com 3 tiros, outra de 16 anos com dois tiros, um menino de 16 anos com 1 tiro e um menino de 12 anos com um tiro na coxa. Alguns em cirurgia. A sexta vítima tem 19 anos.
Ainda de acordo com o secretário, 7 vítimas foram identificadas, sendo 3 homens adultos, duas mulheres adultas e duas mulheres adolescentes.
A suspeita inicial da polícia é que membros de uma facção criminosa estavam na danceteria “Forró do Gago”, próximo à BR-116, por volta da 1h30, quando vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros. Ainda não há informações sobre a motivação do crime, a identidade das vítimas ou se algum suspeito foi preso.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol), Francisco Lucas de Oliveira, foi duro em sua análise após a Chacina das Cajazeiras. Para ele, o novo massacre ocorrido em Fortaleza, pouco mais de dois anos depois do assassinato de 11 homens na Chacina da Messejana, é culpa do governo de Camilo Santana, por não ter agido no momento certo.
“Isso era previsível, extremamente previsível. E a culpa é do Governo do Estado, que no início de sua gestão optou por negar a existência das facções, ao invés de enfrentar o problema que já existia. As facções dominaram os presídios, e agora estão dominando as delegacias, tanto na capital como no interior”, criticou Francisco Lucas, em entrevista a TV Jangadeiro/SBT.
(Com informações do Diário do Nordeste, O Povo e G1)