Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
lesão corporal

Ex-mulher de Daniel Silveira pede medida protetiva após denunciar agressões e violência psicológica

Paola Daniel fez Registro de Ocorrência com crimes desde 2022 e pede medida protetiva

Por - Goiânia, GO
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Ex-mulher de Daniel Silveira pede medida protetiva após denunciar agressões e violência psicológica Paola Daniel medida protetiva

A candidata à Câmara dos Deputados Paola Daniel (PRD), ex-mulher do ex-deputado federal Daniel Silveira, pediu medida protetiva contra o ex-marido, a quem acusa de ameaça, lesão corporal, violência psicológica e difamação. No pedido, feito na segunda-feira, na 106ª DP, em Petrópolis, ela também afirma que Daniel “pagava pessoas” para persegui-la. Silveira foi preso em 2021 após ameaçar ministros do STF em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro. Segundo Paola, as agressões começaram em 2022, quando os dois ainda eram casados e ele estava preso. Hoje, Silveira cumpre pena em liberdade condicional. Paola afirma que o ex-marido não estaria aceitando sua candidatura.

Paola afirmou que o ex-marido teria pago pessoas para persegui-la e instalar um rastreador em seu carro, por suspeitar que estivesse sendo traído. Segundo ela, descobriu a suposta perseguição após começar a receber mensagens de amigas perguntando se ela estava em determinados locais, já que, de acordo com o relato, Daniel, mesmo preso, enviava mensagens a essas pessoas demonstrando saber onde ela estava.

— Ele contratou até detetive. Onde eu ia ele sabia, até que o mecanico do carro achou um rastreador instalado — disse Paola.

Procurada, a defesa de Daniel Silveira negou as acusações.

Paola pediu que Silveira seja proibido de se aproximar dela, de seus familiares e testemunhas, além de manter contato por qualquer meio de comunicação. Ela também quer que ele seja impedido de frequentar seu comitê eleitoral, em Itaipava.

— Sei que muitos de vocês gostam do Daniel, mas vocês não o conhecem como homem, conhecem como político. Ele é uma pessoa horrorosa. Diante disso tudo eu tive que vir aqui. Estou tocando minha campanha tranquila, não toco no nome dele, não falo nada. E mesmo assim ele vem querer me atacar com violência psicológica, violência de tudo que é tipo que vocês não imaginam. Mas a verdade virá à tona — afirmou ela, em um vídeo publicado nas suas redes.

Ameaças começaram por ciúmes

Eles foram casados por 10 anos e se separaram há um ano e meio. Hoje, Daniel Silveiro já inclusive vive um outro casamento. Mas, segundo Paola, ele nunca aceitou o término e começou as ameaças em 2022, enquanto ele estava preso e perseguia ela e amigas, com acusações de traição.

No registro, Paola conta que sofreu um tapa no ouvido de Silveira em 2022 , pouco antes de sua segunda prisão, que lhe derrubou no chão e lhe deixou um mês com a audição comprometida. Ela não procurou atendimento médico porque tinha medo da repercussão e do comportamento de Silveira, de acordo com o RO. Nessas ameaças, ele dizia que ela “não era ninguém” e que “se não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém”.

As ameaças e violência psicológica se intensificaram por causa dos ciúmes de Silveira, que dizia estar sendo traído. Ela denunciou que, no final de 2023, ainda na prisão, Silveira teria contratado pessoas para lhe perseguir e colocar um rastreador no seu carro. Ela descobriu o rastreador, com microfone, em uma oficina.

Paola diz que o ex-marido ligava e enviava mensagens mesmo dentro da prisão, cobrando informações sobre um suposto amante. “Acho melhor você pensar direito”, teria ameaçado Silveira, em uma dessas mensagens.

Paola disse que tentava terminar o relacionamento, mas ele disse que cometeria suicídio, como forma de pressão psicológica. Quando ele saiu da prisão, em 2024, eles terminaram. Em seguida, Paola narra que Silveira chegou a ir na casa de seus pais e de sua irmã, como forma de pressão.

Uma testemunha de Paola também foi à delegacia comprovar as ameaças e relatou que recebia ligações e mensagens de Silveira cobrando informações. Por vezes, ela enviava fotos a ele para provar que estavam na faculdade, e não em alguma festa. Além disso, Paola incluiu os prints no registro. 

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Brasil Cotidiano
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