Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026
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Grupo planejava explodir Palácio do Planalto e tinha como alvo debate do 2º turno

Um dos integrantes utilizava uma imagem de Adolf Hitler como foto de perfil

Por - Goiânia, GO
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Grupo planejava explodir Palácio do Planalto e tinha como alvo debate do 2º turno Um dos integrantes utilizava uma imagem de Adolf Hitler

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou um grupo que planejava, por meio da internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Os integrantes, que nunca haviam se encontrado pessoalmente, discutiam a fabricação de explosivos e compartilhavam discursos de ódio em grupos na internet. As conversas eram monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”, dizia uma das mensagens. Em outra, um dos integrantes afirmava: “Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar”.

As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram. Um deles utilizava uma imagem de Adolf Hitler como foto de perfil. Entre os planos discutidos pelos integrantes estava o de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”.

O monitoramento realizado pelas autoridades indicou que as conversas envolviam planos concretos de violência. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, disse Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.

O ministro destacou a gravidade do caso e afirmou que a sociedade deve estar atenta para que comportamentos desse tipo não sejam minimizados ou tratados como normais.

Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, apontou que o conteúdo compartilhado nos grupos apresentava elevado grau de periculosidade. Segundo o documento, as mensagens envolviam planejamento de atos violentos com o uso de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.

O acesso aos grupos era restrito e dependia de links específicos ou de buscas pelos nomes exatos das comunidades.

*Com informações do G1

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Brasil Cotidiano
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