O que se sabe sobre o acidente de avião que matou três pessoas em Belo Horizonte
Aeronave bateu na lateral de um prédio pouco depois de decolar do Aeroporto de Pampulha
A queda de um avião de pequeno porte registrada na tarde de segunda-feira (4) em Belo Horizonte deixou três mortos e dois feridos, mobilizou forças de segurança e passou a ser investigada por autoridades aeronáuticas e policiais. O acidente ocorreu poucos minutos após a decolagem do Aeroporto da Pampulha, quando a aeronave perdeu altitude e atingiu a lateral de um prédio residencial.
Como foi o acidente
De acordo com informações preliminares, o avião caiu por volta das 12h19, na rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira. Testemunhas e imagens registradas mostram que a aeronave chegou a planar entre os prédios antes de colidir com um edifício de três andares.
O piloto ainda conseguiu emitir um pedido de socorro — o chamado “mayday” — à torre de controle, indicando uma emergência grave durante o voo. O local da queda fica a cerca de 3,9 quilômetros da cabeceira 31 do aeroporto.
A aeronave havia partido de Teófilo Otoni, fez escala em Belo Horizonte — onde duas passageiras desembarcaram — e seguia com destino a São Paulo. A decolagem da Pampulha ocorreu às 12h16, apenas três minutos antes da queda.
Vítimas e sobreviventes
Cinco pessoas estavam a bordo. Três morreram e duas ficaram feridas.
Entre as vítimas fatais está o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, que deixa esposa e um filho. Também morreu o médico veterinário Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha. A terceira vítima é o empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, conhecido na região do Vale do Mucuri.
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Leonardo chegou a ser socorrido e levado ao Hospital de Pronto-Socorro João 23, mas não resistiu aos ferimentos.
Os sobreviventes são Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho do empresário, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos. Ambos permanecem hospitalizados.

Impacto no prédio e riscos
O avião atingiu a área da caixa de escada do edifício, comprometendo o acesso interno. Apesar do impacto, não houve vítimas entre os moradores.
Destroços também atingiram um estacionamento ao lado do prédio, onde houve vazamento de combustível. Equipes de resgate controlaram rapidamente o risco de explosão com a aplicação de espuma mecânica.
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Após a realização da perícia e retirada dos destroços, os moradores foram autorizados a retornar aos apartamentos. Segundo a Defesa Civil, não há indícios de danos estruturais no imóvel.
De quem era a aeronave
Segundo a Polícia Civil, o voo era particular e não operava como táxi aéreo. O avião havia sido adquirido recentemente e ainda estava em processo de transferência de propriedade.
O operador registrado é uma empresa de internet de Teófilo Otoni chamada Inet Minas. A aeronave, de matrícula PT-EYT, está com situação regular no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).
Trata-se de um modelo NEIVA EMB-721C, fabricado pela Embraer em 1979, bastante utilizado na aviação privada para deslocamentos regionais.
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Como está a investigação
As causas do acidente ainda são desconhecidas. A apuração é conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais, em conjunto com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.
Segundo as autoridades, testemunhas já começaram a ser ouvidas e diligências estão em andamento. A polícia também pretende ouvir o proprietário da aeronave e reunir documentos que possam ajudar a esclarecer o caso.
Em nota, a corporação informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais para determinar a dinâmica do acidente e eventuais responsabilidades. O Cenipa, por sua vez, atua na investigação técnica, com foco na prevenção de novos acidentes, sem atribuição de culpa.
As investigações seguem em andamento e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.