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Record minimiza operação contra Digimais e fala sobre ação da PF por 33 segundos

Banco é controlado por Edir Macedo, dono da emissora e líder da Igreja Universal

Record minimiza operação contra Digimais e fala sobre ação da PF por 33 segundos Banco Edir Macedo dono da emissora Igreja Universal
(Foto: Reprodução/Youtube)

A Record dedicou em sua programação um espaço bem reduzido à operação da Polícia Federal contra o banco Digimais, realizada na última terça-feira (23). A instituição financeira é controlada por Edir Macedo, proprietário da emissora e líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

O caso foi ignorado por dois dos três principais telejornais da casa. Nem o Fala Brasil, apresentado por Paloma Poeta e Luiz Fara Monteiro, nem o Jornal da Record 24 Horas, comandado por Christina Lemos, mencionaram a ação policial.

Apesar disso, o telejornal matinal destacou por cerca de dois minutos e meio uma operação contra a venda de canetas emagrecedoras falsificadas em São Paulo, sem citar o caso envolvendo o Digimais.

A única referência ao tema ocorreu no Jornal da Record. Em cerca de 33 segundos, os apresentadores Eduardo Ribeiro e Mariana Godoy leram uma nota oficial do banco, que afirmou atuar com transparência e se colocou “à disposição para colaborar com as autoridades”.

A exibição da nota foi autorizada apenas no fim da tarde de terça-feira (23), após pressão interna do jornalismo da emissora pela necessidade de abordar o assunto no noticiário.

Enquanto isso, concorrentes deram maior destaque ao caso. O SBT tratou do tema por quase três minutos, enquanto Band e RedeTV! dedicaram cerca de dois minutos e meio cada.

Já a Globo foi a emissora que mais tempo destinou à cobertura. Somados, os telejornais Jornal Nacional, Jornal Hoje, Bom Dia Brasil e Jornal da Globo totalizaram cerca de quatro minutos de exibição sobre a operação.

A Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra diretores, conselheiros e empresas ligadas ao banco, no âmbito da Operação Miragem. A Justiça Federal em São Paulo também autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.