Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
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El Niño pode causar 13,3 mil mortes por calor extremo no Brasil até 2027

Estimativa considera os efeitos do fenômeno entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027

Por - Goiânia, GO
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El Niño pode causar 13,3 mil mortes por calor extremo no Brasil até 2027 Estimativa considera os efeitos do fenômeno

O El Niño que deve atingir sua maior intensidade nos próximos meses pode provocar cerca de 451 mil mortes relacionadas ao calor extremo no mundo entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027. Desse total, aproximadamente 13,3 mil mortes seriam no Brasil, segundo uma estimativa do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago divulgada nesta quarta-feira (23).

A projeção considera mortes acima da média que podem ser provocadas pelas altas temperaturas durante o período de maior intensidade do fenômeno. Os números são uma estimativa e não representam óbitos que já ocorreram.

Brasil está entre os países mais afetados

Segundo o estudo, o Brasil seria o quinto país com maior número estimado de mortes relacionadas ao calor excessivo. O país aparece atrás de Nigéria, com 31,4 mil mortes projetadas; Indonésia, com 19,3 mil; Sudão, com 17,5 mil; e Índia, com 15,8 mil.

No caso brasileiro, a margem de erro estimada é de cerca de 700 mortes para mais ou para menos.

El Niño pode causar 13,3 mil mortes por calor extremo no Brasil até 2027 Estimativa considera os efeitos do fenômeno
El Niño pode atrasar chuva na chegada da Primavera em Goiás – calor pode chegar aos 39° (Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás)

Para chegar aos números, os pesquisadores analisaram a relação entre temperatura e mortalidade em 24.378 regiões do mundo, considerando fatores como clima local, vulnerabilidade da população e capacidade de adaptação. As informações foram cruzadas com previsões de temperatura para os próximos meses.

Calor extremo deve atingir principalmente países do Sul Global

A maior parte das mortes projetadas deve ocorrer em países do chamado Sul Global, especialmente na África e na Ásia. Dos 451 mil óbitos estimados, cerca de 220,5 mil estariam concentrados em apenas 50 países.

A África responderia por aproximadamente 130,2 mil mortes, enquanto a Ásia teria 62,2 mil e a América Latina, 24,2 mil.

O estudo também alerta que os efeitos do El Niño não se limitam ao calor. O fenômeno pode estar associado a outros eventos extremos, como secas, incêndios florestais e inundações.

Os pesquisadores classificam o fenômeno deste ano como uma espécie de antecipação do que pode se tornar mais frequente com o avanço das mudanças climáticas. Entre as medidas apontadas para reduzir os impactos estão sistemas de alerta para ondas de calor, acompanhamento de populações vulneráveis, criação de centros de resfriamento e medidas de proteção para trabalhadores expostos ao sol.

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