Carnaval

Em dia de homenagem a Lula na Sapucaí, Flávio Bolsonaro divulga samba com críticas ao petista

O vídeo menciona gastos e viagens, além de citar crises em estatais e críticas ao presidente

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Vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro foi gerado por IA | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (15) um vídeo feito com inteligência artificial que simula um desfile de escola de samba com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A peça divulgada nas redes sociais do parlamentar traz imagens do petista ao lado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.

O conteúdo faz referência a um bloco fictício e menciona gastos e viagens, além de citar crises em estatais e críticas ao presidente. “Lá vem o bloco do Lulaladrão, com a esbanja [em referência a Janja] dando a mão. Luxo, hotel, avião e a conta vai para o povão.”

A canção também cita temas como o escândalo do INSS, o caso do Banco Master e questionamentos sobre sigilo em despesas do cartão corporativo. “Ô Luladrão, abre esse cartão, se é tudo certo, não bota sigilo não”, diz outro trecho.

A publicação ocorre no mesmo dia em que Lula é homenageado pela Acadêmicos de Niterói, escola do Grupo Especial do Carnaval do Rio, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O desfile recebeu críticas da oposição por envolver verba pública, enquanto o governo federal afirma que o repasse à escola segue o mesmo padrão adotado para as demais agremiações e nega participação na escolha do tema.

Flávio mencionou a comparação com o desfile ao divulgar o vídeo e afirmou: “Diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos”. O episódio também ocorre sob atenção da Justiça Eleitoral, após o TSE rejeitar barrar o samba-enredo na quinta-feira (12), mas alertar para o risco de irregularidades caso haja pedido explícito de voto, como destacou a ministra Cármen Lúcia: “A festa popular do Carnaval não pode ser fresta para ilícitos eleitorais de ninguém”.

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