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Liminar proíbe operadoras de bloquear franquia de internet móvel em São Paulo

As empresas de telefonia celular Vivo, Claro, Oi e Tim estão proibidas de bloquear a…

As empresas de telefonia celular Vivo, Claro, Oi e Tim estão proibidas de bloquear a navegação dos usuários de internet móvel do Estado de São Paulo que atingirem o fim da franquia contrata. O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar com essa decisão a uma ação movida pela Fundação Procon-SP.

Segundo o Procon-SP, a ação foi motivada pela modificação unilateral que as operadoras fizeram em seus contratos de telefonia com internet ilimitada. Antes o serviço de acesso à rede era apenas reduzido após a utilização da franquia e passou a ser cortado.

A liminar concedida na terça-feira pelo juiz de Direito, Dr. Fausto José Martins Seabra, determina que as operadoras não podem mais bloquear o acesso à internet de clientes que tenham contratado serviços ilimitados de acesso à rede por telefonia e prevê multa diária de R$ 25 mil pelo descumprimento da decisão.

A Associação Brasileira de Procons se declarou contrária à medida adotada pelas operadoras e iniciou campanha em todo o país. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça, já solicitou informações às operadoras de telefonia em relação às divergências entre a oferta de serviço ilimitado e as limitações contratuais. O objetivo é verificar se existe propaganda enganosa e falta de informação.

ENTENDA

A mudança na cobrança da internet após o fim da franquia foi adotada inicialmente pela operadora Vivo, em novembro. Antes, quando o cliente atingia o limite da franquia, tinha a velocidade reduzida, mas não suspensa. Segundo a alegação das operadoras, o fim da velocidade reduzida, aliada ao novo modelo de cobrança por pacotes adicionais, é uma tendência mundial por garantir melhor experiência de navegação aos usuários de internet móvel.

Em dezembro, as operadoras Oi, Claro e Tim adotaram a suspensão iniciada pela Vivo, mas com regras diferentes. De maneira geral, o consumidor que quiser continuar com acesso à internet deverá recontratar um pacote de dados ou contratar um pacote adicional avulso. (IG)