Ministro nega prisão domiciliar para o ex-deputado João Paulo Cunha
Para ir para o aberto, ele tem que devolver dinheiro aos cofres públicos.
Ir direto pra matériaO ministro Luís Roberto Barroso, atual responsável por ações ligadas ao processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, negou pedido de prisão domiciliar para o ex-deputado João Paulo Cunha. Preso em fevereiro deste ano, Cunha foi condenado a 6 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de peculato e corrupção passiva.
Foi o primeiro caso de condenado no processo que teve progressão de regime negada pelo ministro. Outros sete, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do partido José Genoino e o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) foram autorizados a deixar o presídio.
Embora já tenha cumprido um sexto da pena e apresentado bom comportamento, o caso de Cunha é diferente porque o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi contra o benefício.
Para Janot, Cunha foi condenado por peculato, ou seja, desviar dinheiro público, e só pode ir para prisão domiciliar quando comprovar que devolveu aos cofres públicos o dinheiro que desviou – R$ 536.440,55. Os outros que foram liberados até agora foram condenados por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.
João Paulo Cunha poderá recorrer da decisão.