MP investiga influenciadores e Davi Brito por divulgar bets ilegais
Denúncias aconteceram após exposição na internet
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O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar se influenciadores digitais estão divulgando cassinos e plataformas de apostas ilegais no Instagram. Entre os nomes citados na apuração estão Davi Brito, campeão do BBB 24, da Globo, a irmã dele, Raquel Brito, ex-participante de A Fazenda, da Record, e Bia Miranda, que também participou do reality rural.
A investigação busca identificar possíveis estratégias usadas para promover jogos de azar disfarçados de plataformas de adivinhação, após a proibição de sites irregulares. A suspeita é de que os influenciadores publiquem links em seus stories com a alegação de que os serviços não são bets, embora os usuários encontrem jogos que exigem apostas em dinheiro.
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Como funcionava a divulgação
A apuração começou após denúncias encaminhadas à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), motivadas por um vídeo publicado pelo jornalista e influenciador Gabriel Perline. No material, ele mostrou como perfis poderiam estar usando estratégias para contornar as restrições à divulgação de apostas ilegais.
Segundo informações da coluna Outro Canal, do portal F5, o Ministério Público suspeita que Davi Brito, Raquel Brito e Bia Miranda divulgavam os links em situações cotidianas, como conversas com amigos e vídeos de humor, para evitar denúncias e a remoção do conteúdo.
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Em uma das publicações, Davi teria chamado uma plataforma irregular de “resenha boa”. Já Bia divulgou uma página com a seguinte mensagem: “Vim mostrar a novidade do momento de novo! Não é bet, não é aposta. Você tem que completar a palavra para ganhar”.
Os três foram procurados, assim como seus assessores, desde quinta-feira (8). Apenas Davi respondeu, afirmando que iria se manifestar, mas não enviou um posicionamento até a publicação das informações.
Sites ilegais
A investigação também busca apurar se influenciadores de menor alcance migraram de plataformas legalizadas para serviços irregulares para manter os ganhos com publicidade.
Desde a proibição de sites de apostas ilegais, o Ministério da Fazenda derrubou mais de 11 mil páginas. Um dos sites divulgados por Raquel Brito, segundo a reportagem, já saiu do ar.
A investigação pretende esclarecer se houve divulgação irregular de jogos de azar e eventual descumprimento da legislação.