“Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza”: Lula defende distribuição de renda e muda posição sobre maioridade penal; assista sabatina
Durante a entrevista, Lula falou sobre economia, segurança pública, maioridade penal, Bolsa Família, Supremo Tribunal Federal (STF) e a relação do Brasil com os Estados Unidos
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou de uma sabatina da TV Globo na quinta-feira (15) e falou sobre economia, segurança pública, maioridade penal, Bolsa Família, Supremo Tribunal Federal (STF) e a relação do Brasil com os Estados Unidos. Entre os momentos de maior repercussão estiveram a defesa da distribuição de renda e uma mudança de posição sobre a redução da maioridade penal. Confira a entrevista completa no final da matéria.
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Na economia, Lula voltou a defender políticas que ampliem a renda da população e o acesso ao crédito. Ao falar sobre pequenos empreendedores, resumiu sua visão com a frase: “Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”. O presidente também defendeu o crescimento econômico como caminho para melhorar as contas públicas e reafirmou a política de valorização do salário mínimo.
Na área da segurança, uma das declarações que mais chamaram atenção foi o apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. Lula afirmou ser favorável à mudança, embora tenha defendido que o tema seja discutido separadamente da PEC da Segurança Pública.
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A posição representa uma mudança importante no discurso do petista. Em diferentes momentos de sua trajetória política, Lula se manifestou contra a redução da maioridade penal. Em 2003, durante seu primeiro mandato, argumentou que diminuir a idade penal não resolveria o problema da violência. O presidente voltou a rejeitar a proposta em 2007 e, mais recentemente, em 2026, seu governo também se posicionou contra a alteração. A declaração na Globo, portanto, marca uma guinada em relação ao entendimento defendido anteriormente.
Ainda sobre segurança, Lula falou em ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado e voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública caso seja reeleito.
Outro tema da sabatina foi o Bolsa Família. Questionado sobre o reajuste do benefício, Lula afirmou que não sabia que o valor estava há anos sem correção e disse ter determinado uma atualização assim que tomou conhecimento da situação. Ele negou que a medida tenha motivação eleitoral.
Na política externa, o presidente comentou as tensões comerciais com os Estados Unidos e as tarifas impostas a produtos brasileiros. Lula disse que pretende continuar negociando com Washington, mas afirmou que o Brasil poderá aplicar a Lei da Reciprocidade caso não haja acordo.
O petista também falou sobre a relação com Donald Trump. Segundo Lula, apesar das divergências entre os dois governos, o diálogo atual é “civilizado”. Ele afirmou acreditar em uma solução negociada e sustentou que uma escalada comercial poderia trazer prejuízos também aos norte-americanos.
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Durante a entrevista, Lula ainda foi questionado sobre o STF e casos envolvendo integrantes da Corte. O presidente defendeu que eventuais suspeitas sejam investigadas e afirmou que ministros do Supremo também precisam prestar contas à sociedade. A sabatina abordou ainda endividamento das famílias, programas de crédito, jornada de trabalho, transporte público e o desempenho do próprio governo. Lula assumiu responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas pela gestão e evitou atribuir os problemas exclusivamente a ministros ou auxiliares.
A entrevista integra a programação da Globo com os candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. Confira a entrevista completa abaixo: