“Não vou aceitar que os mais pobres paguem a mesma taxa do lixo que os ricos”, afirma Sandro Mabel
Na Câmara de Goiânia, prefeito respondeu a questionamento de Aava Santiago sobre a cobrança e defendeu a manutenção de descontos e isenções
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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, defendeu nesta segunda-feira (26/10) a manutenção de descontos e isenções na Taxa de Limpeza Pública (TLP). Durante a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026 na Câmara Municipal, ele respondeu a um questionamento da vereadora Aava Santiago (PSB) sobre a constitucionalidade da cobrança.
“Não vou aceitar que os mais pobres paguem a mesma taxa do lixo que os ricos”, afirmou Mabel.
Segundo o prefeito, a discussão judicial envolve os critérios usados para calcular a taxa, como valores mínimos e máximos e concessão de subsídios. Ele informou que a Procuradoria do Município trabalha em uma alternativa para preservar os benefícios às famílias de baixa renda.
“A taxa do lixo foi criada antes da minha gestão, ela vem do Governo Federal, mas, quando assumi, trabalhamos para reduzir o peso dessa cobrança, com subsídios e isenção para mais de 201 mil casas de baixa renda”, disse.
De acordo com Mabel, o modelo municipal prevê subsídios de até 75% do custo do serviço, além das isenções. O prefeito defendeu que a cobrança considere a capacidade de pagamento dos contribuintes e afirmou que pretende discutir uma solução com os vereadores.
“A coleta de lixo tem um custo, e precisamos garantir que o serviço funcione. Mas também precisamos discutir como essa conta é dividida”, declarou.
No balanço apresentado à Câmara, a prefeitura informou ter investido R$ 663,3 milhões entre janeiro e agosto de 2026. Segundo a administração, o valor supera em mais de quatro vezes o aplicado no mesmo período de 2025 e em 32,37% o total do ano passado, de R$ 501,1 milhões.
A previsão anunciada por Mabel é chegar a R$ 1 bilhão em investimentos até dezembro. O relatório também apontou resultado primário positivo de R$ 137,9 milhões, acima da meta anual de R$ 132,7 milhões. A Receita Corrente Líquida acumulada em 12 meses foi de R$ 9,37 bilhões, alta de 8,59% em relação ao segundo quadrimestre de 2025.
Na saúde, o município informou ter aplicado 18,57% da receita de impostos e transferências, acima do mínimo constitucional de 15%. Mabel anunciou ainda a previsão de investir R$ 500 milhões na área nos próximos dois anos, com projetos que incluem 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Na educação, a aplicação ficou em 21,88%, abaixo do mínimo constitucional de 25%, cujo cumprimento é apurado ao fim do ano. Segundo os dados apresentados, em 2025 o percentual estava em 20,06% no segundo quadrimestre e encerrou o exercício em 25,83%.