Orçamento do Renda Cidadã é ampliado em R$ 4 milhões
A base de dados do novo sistema de gestão do Renda Cidadã vai gerar automaticamente a situação de vulnerabilidade de cada família candidata ao benefício por município.
Ir direto pra matériaO Programa Renda Cidadã, suspenso no segundo semestre de 2015, será retomado pelo governo estadual após passar por reformulação. Houve um aporte de R$ 4 milhões no orçamento do programa, passando de R$ 36 milhões em 2015 para R$ 40 milhões em 2016. ”Já há uma previsão de recursos nos programas sociais através do Programa de Proteção Social que é o Protege Goiás. Esse programa foi criado há 15 anos no meu primeiro governo e existe previsão orçamentária e financeira”, explica Marconi.
O anúncio foi feito pelo governador Marconi Perillo durante solenidade nesta segunda-feira, dia 23, no Auditório Lago Azul do Centro de Convenções de Goiânia. De acordo com a secretária da Cidadania, Lêda Borges, o principal objetivo foi acabar com as irregularidades existentes já que havia famílias assistidas tanto pelo Renda Cidadã quanto pelo Bolsa Família, do governo federal. Mais de 7 mil famílias que até então eram beneficiárias foram excluídas por causa dessa duplicidade.
Gestão virtual
Criada por técnicos da Secretaria Cidadã e da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), a nova plataforma de gestão virtual auxiliará no controle do programa e propiciará maior transparência e eficiência. “Pela primeira vez um Estado cruza as informações das famílias em vulnerabilidade social e econômica que constam do CadÚnico que é o Cadastro Único da Assistência Social do Brasil. Até então, o Renda Cidadã não fazia esse cruzamento. Hoje nós temos um sistema informatizado que vai fazer com que o Renda Cidadã seja mais seguro, mais eficiente e chegue sem duplicidade às famílias que precisam”, afirma.
Novos critérios
Foram adotados novos critérios para a concessão do benefício. Segundo a secretária, serão atendidas famílias com renda inferior a R$ 150 por pessoa. Terão prioridade aquelas que possuírem pelo menos uma pessoa com deficiência permanente e incapacitante total ou parcial, além das que tiverem pelo menos um portador de doença crônica ou idoso.
O número de famílias a serem contempladas não foi informado na ocasião. A base de dados do novo sistema de gestão do Renda Cidadã vai gerar automaticamente a situação de vulnerabilidade de cada família candidata ao benefício por cada município. Os interessados devem procurar o Centro de Referência de Atendimento Social (Cras) ou Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) para fazerem o cadastramento. Os cartões magnéticos serão substituídos. Aquelas pessoas já cadastradas também devem fazer o procedimento. O benefício varia de R$ 80 a 160. No novo Renda Cidadã o período de permanência no programa é de 24 meses, podendo ser prorrogado por igual período.
“Nós temos que reconhecer que o Brasil passa por momentos muito difíceis, por muito desemprego e o benefício só será uma tutela definitiva para os idosos e deficientes permanentes. As famílias que passam por um momento de turbulência têm um prazo de dois anos para que seus membros se qualifiquem e aí nós vamos oferecer essa qualificação para que eles sejam reinseridos no mercado de trabalho e também para que outras famílias com mais necessidades possam ser beneficiadas”, finaliza Lêda.
Por meio desse sistema, o governo pretende também reunir informações de todos os programas sociais administrados pelo governo estadual, ao todo mais de 20. Desta forma, será possível saber por quais e quantos programas sociais os membros de uma determinada família são atendidos.
Origem
O governador lembrou que o Renda Cidadã, criado em 1999 durante seu primeiro mandato, foi o primeiro programa de transferência de renda do País a disponibilizar o cartão magnético para os beneficiários. “O que havia no Brasil era a distribuição de cestas básicas. Isso era muito precário. Os alimentos eram superfaturados e de péssima qualidade até que em 1999 nós começamos a mudar definitivamente a relação do Estado com as famílias mais pobres, criando o Renda Cidadã que depois foi copiado por vários estados brasileiros e serviu de inspiração para a criação do Bolsa Família. Passados esses anos todos, chegamos à conclusão de que era preciso modernizar o programa, introduzir um banco de dados e utilizar a mais alta tecnologia de informação para que as famílias que realmente necessitem possam ser atendidas”, avalia.