Sexta-feira, 04 de Setembro de 2026
TEMOR

Por segurança, Butantan não revela onde estão as 120 mil doses da Coronavac

Instituto teme que as doses da vacina sejam alvo de "invasão" ou "sabotagem", caso o local seja divulgado

Por - Goiânia, GO
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Coronavac é eficaz contra variantes do coronavírus, diz estudo chinês (Foto: Divulgação)

Por questões de segurança, o Instituto Butantan não irá revelar onde estão as 120 mil doses da vacina Coronavac recebidas nesta manhã de quinta-feira (19). A CoronaVac servirá para vacinar, incialmente, 60 mil pessoas.

As unidades fazem parte de uma remessa que chegará a 6 milhões de doses do produto produzido pela Sinovac na China. A expectativa é que, ainda, em novembro, o instituto receba 600 litros de matéria-prima da Sinovac para iniciar a produção local da vacina.

Pelas redes sociais, o Butantan disse: “O carregamento faz parte do lote de 6 milhões de doses já prontas para aplicação, cuja importação já havia sido autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em breve, o Butantan também receberá a matéria-prima para formulação e envase de mais 40 milhões de doses, totalizando 46 milhões de doses disponíveis.”

Segundo o instituo, “assim que finalizada a terceira fase de testes clínicos e, somente após a liberação da Anvisa, a CoronaVac poderá ser disponibilizada à população”. O perfil oficial do Governo do Estado de São Paulo também se manifestou pelo Facebook.

“A Coronavac está em fase final de estudos clínicos no Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Sinovac Life Science. Na última terça-feira (17), um estudo publicado pela revista Lancet revelou que a vacina contra o novo #coronavírus é segura, produzindo resposta positiva em 97% dos participantes. A expectativa é receber até 6 milhões de doses até o fim do mês de dezembro.”

Temor

À CNN, o Butantan informou que o temor é que as doses da vacina sejam alvo de “invasão” ou “sabotagem”, caso o local seja divulgado. Vale lembrar, a CoronaVac foi alvo de críticas do presidente Bolsonaro e e chegou a ser a ter seus testes suspensos no último dia 3 – dias depois as análises foram novamente liberadas.

Bolsonaro, inclusive, chegou a comemorar a suspensão, que ocorreu após a morte de um voluntário. Descobriu-se, contanto, que o óbito foi por “suicídio consumado”, segundo boletim de ocorrência obtido pela Folha de S.Paulo. Ou seja, não tinha relação com os testes.

Antes disso, porém, Bolsonaro chegou a dizer que o governo não compraria a vacina, mesmo com a aprovação da vacina.

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