Prefeito de Pilar de Goiás nega irregularidades na contratação de empresa de limpeza urbana
Ministério Público alega que houve dispensa de licitação e possibilidade de prorrogação do contrato por termo aditivo, além de superfaturamento
Ir direto pra matériaO prefeito de Pilar de Goiás, Sávio de Sousa Soares Batista (MDB), afirmou que não houve irregularidades na contratação de uma empresa de limpeza e conservação urbana. Segundo ele, acusações foram feitas de forma equivocada.
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) alega que houve dispensa de licitação e possibilidade de prorrogação do contrato por termo aditivo, além de superfaturamento. Uma liminar da Justiça que determinou o bloqueio de bens do prefeito e do ex-secretário de Gestão do município, Márcio Antônio Gomes do Carmo.
Por meio das redes sociais, Sávio diz que no início do primeiro mandato dele, em 2013, a Prefeitura estava em estado lastimável e, por isso, foi necessária a contratação de uma empresa que atuasse na limpeza do município com emergência nos primeiros meses. A Quebec Construções e Tecnologia Ambiental S/A teria sido selecionada por apresentar melhores propostas e a prorrogação do contrato seguido a Lei de Licitações, segundo ele.
Na postagem, Sávio falou ainda que a Quebec foi notificada em janeiro de 2017 e devolveu, por meio de Documento Único de Arrecadação Municipal (DUAM), o valor de R$ 117.020, 17, “estando o comprovante arquivado no Controle Interno da Prefeitura”. Conforme ele, o dinheiro em questão foi revertido em favor do município, aplicados Saúde e Educação.
O gestor disse que já provou a regularidade da contratação outras vezes, mas não disse como. O Mais Goiás procurou o Sávio mas nossa equipe foi informada que ele está em viagem a serviço do município.
A reportagem tentou contato com Quedec e com a defesa do ex-secretário Márcio Antônio Gomes sem sucesso até o fechamento da matéria
Nota na íntegra:
Meus amigos de Pilar de Goiás, recebi hoje com muita tranquilidade a notícia de que em 22 de março, a Promotoria de Justiça de Itapaci ajuizou Ação Civil Publica contra o Município de Pilar de Goiás, o Gestor Marcio e contra minha pessoa. Até onde temos conhecimento, visto que ainda não fomos notificados, a Promotoria alega irregularidades na contratação da empresa Quebec no início do meu primeiro mandato em 2013, imputando a nós, um débito no valor de R$ 117.020,17. Naquela época, em razão do estado lastimável em que recebemos a Prefeitura, foi necessário a contratação de empresa que atuasse na limpeza da cidade Com emergência nos primeiros meses, optamos então pela Quebec que nos apresentou melhores propostas. De forma equivocada, aponta a Promotoria que o Município teria prorrogado o contrato com a empresa Quebec de forma ilegal, o que não é verdade como já provamos uma vez e iremos provar novamente. Estamos tranquilos quanto a estas acusações, pois somos sabedores de que não existe irregularidades cometidas por nós. Tanto é senhores que o contrato foi auditado pelo TCM – Tribunal de Contas do Município, onde a empresa Quebec foi notificada e em janeiro de 2017, através de DUAM devolveu aos cofres públicos, o valor de R$ 117.020,17. Estando o comprovante arquivado no Controle Interno da Prefeitura e que será juntado aos autos da Ação Civil Publica assim que formos citados, bem como está a disposição dos munícipes que quiserem confirmar. Este dinheiro devolvido pela empresa Quebec foi revertido em favor do Município de Pilar de Goiás, aplicados com seriedade em Saúde e educação. Assim meus amigos, mais uma vez provaremos nossa idoneidade perante o povo de Pilar de Goiás, em agradecimento aos mais de 80% de aprovação que este Município me confiou. E reafirmo aqui meu compromisso com a cidade de Pilar de Goiás e toda comunidade Pilarense, de administrar os recursos públicos com muita honestidade, seriedade e compromisso, sempre pensando na melhoria de vida das pessoas do nosso município e na melhoria de nossa querida cidade.