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Professora brasileira recorre à morte assistida na Suíça e deixa mensagem de despedida; assista

No vídeo, Célia que convivia com uma doença degenerativa, conta que queria uma morte digna, limpa e sem dor

Professora brasileira recorre à morte assistida na Suíça e deixa mensagem de despedida
Célia Maria Cassiano - Foto: Reprodução

A professora Célia Maria Cassiano viajou a Zurique, na Suíça, para realiza um suicídio assistido após enfrentar uma doença degenerativa. Em vídeo publicado nas redes sociais, na última quarta-feira (15), ela falou sobre a decisão e deixou uma mensagem de despedida.

Célia convivia havia cerca de um ano e meio com uma condição que afetava o segundo neurônio motor, descrita por ela como paralisia progressiva. Ela foi diagnosticada com atrofia muscular parogressiva (AMP).

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No vídeo, a professora afirmou que a doença provocava perda gradual de movimentos e da fala. “Eu estou vivendo um processo de degeneração física, não intelectual, nem um pouco. Estou super afiada intelectualmente, mas fisicamente estou sendo destruída pela doença”, declarou.

Conforme informações da CNN, Célia era formada em Ciências Sociais e mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela atuava como docente em instituições de ensino em Campinas. A decisão pela morte assistida, segundo relatou, foi tomada há pouco mais de um ano, diante da perspectiva de perda de autonomia e dependência de cuidados intensivos.

Durante seis meses, a professora buscou uma instituição no exterior onde o procedimento fosse permitido. Ela afirmou ter enfrentado dificuldades para obter apoio no Brasil e disse que, para viabilizar a viagem, informou a conhecidos que participaria de um estudo clínico.

Célia descreveu que escolheu a forma como gostaria de morrer, em um ambiente controlado e sem dor. “Eu vivi uma vida deliciosa. Inclusive, esses últimos dias aqui foram os melhores dias da minha vida.”

Na mensagem final, defendeu a discussão sobre o tema no país. “Então, gente, lutem por uma lei que permita o seu direito, a escolha de ter uma morte digna. Não é uma obrigação, é só uma escolha para quem assim o desejar. Então, vou em paz, fiquem em paz.”

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Entenda a legislação por trás do suicídio assistido

Na Suíça, o suicídio assistido é permitido desde que não haja motivação egoísta. O procedimento envolve a prescrição de medicamentos por profissionais, sendo a administração feita pelo próprio paciente. Organizações como a Dignitas oferecem esse tipo de suporte.

O país não autoriza a eutanásia, na qual a substância é administrada por terceiros. Já no Brasil, tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido são proibidos por lei, podendo ser enquadrados como auxílio ao suicídio ou homicídio, conforme o caso.

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