5 táticas comprovadas pela ciência para reduzir a gordura visceral
A gordura visceral aumenta o risco de problemas como infarto, AVC e diabetes tipo 2
*DA FOLHAPRESS | A gordura visceral, que se acumula ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino, aumenta o risco de problemas como infarto, AVC e diabetes tipo 2 – e pode aparecer até em pessoas magras.
A medida da cintura dá uma pista rápida sobre o excesso de gordura abdominal. Uma circunferência acima de 101,5 cm em homens ou de 89 cm em mulheres, medida na altura do umbigo, é um sinal de alerta descrito no Journal of the American Association, mas exames como bioimpedância e ressonância magnética confirmam o diagnóstico.
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Traçar metas curtas e realistas de emagrecimento ajuda a reduzir gordura no fígado, um dos alvos da gordura visceral. Uma revisão de estudos Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha, indica que perder 5% do peso corporal pode reduzir em 30% a gordura hepática; a estratégia passa por priorizar alimentos naturais e reduzir ultraprocessados, evitando dietas radicais.
Treinos intervalados de alta intensidade (HIIT) aparecem associados a uma queda maior de gordura abdominal em menos tempo. Um estudo da Universidade Laval, no Canadá, apontou mais perda de gordura em quinze semanas de HIIT do que em vinte semanas de treino de resistência, e uma revisão de pesquisas da Universidade Federal de Goiás (UFG) estimou que o HIIT pode queimar 93% mais gordura por minuto do que exercícios moderados e contínuos.
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Trocar grãos refinados por cereais integrais pode ajudar a diminuir a gordura visceral no dia a dia. Nutricionistas da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, observaram que pessoas que consumiam três ou mais porções diárias de cereais integrais tinham cerca de 10% menos gordura visceral do que quem preferia grãos refinados.
Incluir abacate no cardápio pode favorecer o metabolismo por causa do tipo de gordura presente na fruta. O alimento concentra gorduras monoinsaturadas, além de fitoesterois e compostos fenólicos, associados à redução de inflamação e a melhora de marcadores como colesterol – fatores ligados ao acúmulo de gordura visceral.
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Laser infravermelho aparece como coadjuvante em estudos, mas precisa de orientação médica. Pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos, da USP (Universidade de São Paulo), relataram que o uso de laser infravermelho associado a reeducação alimentar e exercícios levou a uma redução 90% maior de gordura hepática do que a observada em voluntários que não fizeram a terapia.
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Por que a gordura visceral preocupa
A gordura visceral não é “inerte” e pode interferir em processos do organismo. Mauricio Soares Filho, médico da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), afirma que células de gordura geram inflamação e afetam regulação hormonal, absorção de nutrientes, níveis de colesterol e até a fertilidade.
O acúmulo na barriga está ligado a maior risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Entre os problemas associados estão infarto, AVC, hipertensão, síndrome metabólica, esteatose hepática (gordura no fígado) e diabetes tipo 2.
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