Rio de Janeiro registra alta de casos de Mpox; cidade está sem vacina contra a doença
Estado já contabiliza 211 casos confirmados em 2026, contra 119 durante todo o ano passado
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O Rio de Janeiro registra aumento de casos de Mpox, doença viral que provoca lesões na pele e pode ser transmitida pelo contato próximo com pessoas infectadas. A situação acendeu o alerta de especialistas, principalmente diante da falta de vacinas na rede pública da capital fluminense.
Segundo dados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde, o estado contabilizou 211 casos confirmados até terça-feira (27). O número já supera os 119 registros de todo o ano de 2025. Além disso, há 117 notificações em investigação.
Na capital, o cenário também preocupa. De acordo com o Observatório Epidemiológico do município, foram confirmados 167 casos em 2026, contra 94 durante todo o ano passado. Setembro e outubro concentram 74 diagnósticos, sendo 45 no primeiro mês e 29 no segundo. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados apenas dez casos.
Outro ponto de preocupação é a falta de doses da vacina contra a Mpox no município do Rio. Embora exista imunizante contra a doença, a aplicação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) segue critérios específicos e é destinada a grupos prioritários. Especialistas defendem a ampliação da cobertura vacinal entre as pessoas com maior risco de desenvolver complicações.
O deputado federal Daniel Soranz, ex-secretário municipal de Saúde, também chamou a atenção para o avanço da doença. Segundo ele, dez pacientes estavam internados no Rio. O parlamentar cobrou do Ministério da Saúde o aumento da disponibilidade de vacinas no país.
Como ocorre a transmissão
A Mpox pode ser transmitida pelo contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas, secreções corporais e objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. O contato íntimo e as relações sexuais também representam situações de risco.
Entre os principais sintomas estão erupções ou bolhas na pele, febre, dores no corpo, mal-estar e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas.
A orientação é evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem sinais suspeitos, não compartilhar objetos pessoais e procurar atendimento médico diante do aparecimento de lesões. O isolamento deve ser mantido em caso de confirmação até a cicatrização completa das feridas.