Risco de glaucoma é maior em pessoas com mais de 40 anos; saiba mais sobre a doença
Doença lidera as causas de cegueira irreversível no mundo
Cerca de 1,7 milhão de brasileiros convivem com o glaucoma, uma doença silenciosa que pode levar à cegueira irreversível. O alerta é reforçado por especialistas, que destacam que pessoas acima dos 40 anos, além de grupos específicos, têm maior risco de desenvolver a condição. Para ampliar a conscientização, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Sociedade Brasileira de Glaucoma lançaram, nesta segunda-feira (4), a campanha “24 dias de cuidado e conscientização”.
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Campanha reforça importância do diagnóstico precoce
A iniciativa promove ações informativas em diversas regiões do país ao longo de 24 dias. Durante o período, monumentos e prédios em capitais brasileiras serão iluminados na cor verde, com o objetivo de chamar atenção para a doença.
O foco principal é destacar que o glaucoma é progressivo e não tem cura, tornando o diagnóstico precoce essencial para evitar a perda de visão.
O que é o glaucoma
O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, responsável por levar as informações visuais ao cérebro. Com o avanço da condição, as fibras nervosas vão sendo destruídas, o que provoca a perda gradual do campo de visão.
Sem tratamento, a doença pode evoluir até a cegueira total — e a visão perdida não pode ser recuperada.
Doença é silenciosa na maioria dos casos
A forma mais comum, chamada glaucoma de ângulo aberto, não apresenta sintomas no início. A perda de visão ocorre de forma lenta e periférica, sem dor ou sinais evidentes.
Já o tipo menos comum, o glaucoma de ângulo fechado, pode causar:
- Dor ocular
- Visão embaçada
- Halos coloridos ao redor das luzes
Na maioria dos casos, o problema só é percebido em estágios avançados, quando a visão já está comprometida.

Grupo de risco de glaucoma
Especialistas alertam que alguns grupos devem ter atenção redobrada:
- Pessoas com mais de 40 anos
- Pessoas negras e pardas
- Histórico familiar da doença
- Portadores de miopia ou hipermetropia
- Pacientes com diabetes, hipertensão ou doenças da tireoide
- Pessoas com apneia do sono
Medir a pressão ocular é essencial
A pressão intraocular é um dos principais fatores relacionados ao glaucoma. Durante consultas oftalmológicas, o exame ajuda a identificar alterações precoces.
Caso haja suspeita, o médico pode solicitar exames complementares para confirmar o diagnóstico.
Tratamento controla, mas não cura
O tratamento do glaucoma tem como objetivo retardar a progressão da doença, evitando a perda significativa da visão ao longo da vida.
As opções incluem:
- Colírios
- Tratamento a laser
- Cirurgia (em casos mais graves)
Mesmo com tratamento, o acompanhamento médico regular é indispensável.
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Atendimento pelo SUS
No Brasil, o tratamento pode ser feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O acesso ocorre por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), que encaminham o paciente para avaliação especializada.
O Ministério da Saúde oferece colírios utilizados no controle da pressão ocular, distribuídos regularmente para pacientes diagnosticados.
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Quando ir ao oftalmologista
A frequência das consultas varia conforme o risco de glaucoma individual, mas a recomendação geral é:
- Consulta anual para quem tem histórico familiar
- Retorno em até seis meses em casos suspeitos
A avaliação precoce é a melhor forma de prevenir complicações e preservar a visão.