Torcedores do Vila Nova suspeitos de crime de racismo contra jogador do Operário-PR são identificados
Dirigentes e jogadores do Operário também foram encaminhados à delegacia
Dois torcedores suspeitos do ato de racismo contra o jogador Bento, do Operário-PR, ocorrido neste sábado (18) após o duelo contra o Vila Nova, no OBA, foram identificados pela polícia. Segundo o capitão do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE), Diego Bernardes, eles foram qualificados, mas apenas um deles foi conduzido para a delegacia.
“Após a confusão, foram identificados dois torcedores possíveis autores do ato de injúria racial. Eles foram qualificados, mas apenas um foi conduzido à delegacia. Nós não conseguimos realizar a prisão do outro, pois, quando foi identificado, ele já havia ido embora do estádio”, afirmou o capitão.
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Além do torcedor, dirigentes e jogadores do Operário também foram encaminhados à delegacia, incluindo o presidente do clube, Álvaro Góes. “Após a confusão, dois jogadores do Operário, o presidente que havia sido lesionado e um dos autores da injúria racial que também foi atingido no nariz por um objeto. O ato de prisão em flagrante do torcedor foi registrado pelo ato de injúria racial e lesão corporal. Além disso, um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi registrado contra um jogador do Operário que arremessou um objeto em um torcedor vilanovense”, completou.
Durante a confusão, o zagueiro Jhan Torres, do Operário-PR, arremessou uma garrafa de água que atingiu o ex-presidente do Vila Nova, Geso de Oliveira. Na sequência, em meio aos arremessos de objetos, os torcedores acertaram o presidente do Operário-PR, Álvaro Góes, que acabou caindo no gramado. A situação só foi controlada com a chegada da Polícia Militar.
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