saúde pública

Eixo Anápolis-Sudoeste concentra maioria das mortes por SRAG em Goiás; entenda o cenário

Com 4 mil casos notificados e 200 mortes, Goiás mantém alerta para avanço da SRAG entre idosos e crianças

Imagem ilustrativa
Anápolis, Rio Verde, Jataí e Mineiros somam 134 das 200 mortes por SRAG registradas em Goiás (Foto: Divulgação/Senador Canedo)

O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás acendeu um alerta no eixo entre Anápolis e o Sudoeste do estado, região que concentra a maior parte das mortes registradas pela doença em 2026. Dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) apontam que, dos 200 óbitos confirmados no estado, 134 ocorreram apenas em quatro municípios: Anápolis, Rio Verde, Jataí e Mineiros.

Anápolis lidera o ranking estadual com 57 mortes, o equivalente a 28,5% de todos os óbitos por SRAG em Goiás. Em seguida aparecem Rio Verde, com 30 mortes, Jataí, com 26, e Mineiros, com 21. Juntas, as quatro cidades representam 67% da letalidade registrada no estado.

Enquanto isso, 198 dos 246 municípios goianos não registraram nenhuma morte pela doença neste ano, evidenciando a concentração do impacto em regiões específicas do estado.

Além da distribuição geográfica, o perfil das vítimas também preocupa as autoridades sanitárias. Crianças menores de dois anos e idosos acima de 60 anos seguem como os grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias graves e às internações em UTI. Mais da metade das mortes registradas ocorreu entre idosos.

Painel Epidemiológico Completo dos Óbitos por SRAG em Goiás – 2026

A. Óbitos por Gênero

200 Total
Feminino: 52% (104)
Masculino: 48% (96)

B. Maiores Índices por Cidade

Anápolis 57
Rio Verde 30
Jataí 26
Valparaíso 23
Mineiros 21
Luziânia 16

C. Causas por Faixa Etária

≥ 60 anos
124
50 a 59 anos
22
40 a 49 anos
16
< 2 anos
19
Não Especificada
Outro Vírus
Influenza
COVID / Outros
Gráficos criados pelo Mais Goiás
Fonte dos dados: Painel de Monitoramento de Óbitos por SRAG – SES-GO.

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A análise epidemiológica mostra ainda que a Influenza já foi identificada em 20 mortes, o equivalente a 10% dos óbitos confirmados. Outros cinco casos tiveram confirmação para COVID-19. No entanto, a maior parte das mortes — 128 registros, ou 64% do total — foi classificada como “SRAG não especificada”, quando não há identificação laboratorial conclusiva do vírus responsável.

Frente ao cenário de 4.069 casos notificados, a mobilização do último “Dia D” de vacinação contra a gripe garantiu a imunização imediata de milhares de goianos, mas a cobertura vacinal geral do estado ainda permanece muito abaixo da meta ideal. Em entrevista, a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, detalhou os resultados preliminares da ação de imunização.

“Nós ainda temos muito que avançar. Estamos com cerca de 32% de cobertura vacinal, muito aquém dos 90% considerados ideais”, afirmou.

No último Dia D de vacinação, cerca de 23 mil pessoas foram imunizadas em Goiás. A Secretaria de Saúde informou que aguarda a consolidação dos dados enviados pelos municípios para decidir sobre uma possível ampliação da campanha para todas as faixas etárias.

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