Capitão da PMGO oferece mês grátis de mentoria para alunos que doarem sangue: ‘servir começa antes de vestir a farda’
Alunos que comprovarem a doação ganham um mês a mais de acompanhamento na preparação para concursos de carreiras policiais
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Uma doação de sangue pode render um mês a mais de preparação para quem estuda para concursos de carreiras policiais em Goiás. A iniciativa é do professor e capitão da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Samuel Silva, responsável pela Mentoria Tática. Alunos que já fazem parte do grupo precisam apresentar o comprovante da doação para ganhar mais um mês de acompanhamento gratuitamente.
Atualmente, os planos da mentoria têm quatro meses de duração. Com o benefício, o período passa para cinco meses. A regra vale para os três planos oferecidos e também contempla alunos acompanhados pelo professor Gustavo Aguiar, que integra a Mentoria Tática.
“Uma pessoa que está estudando para ser policial precisa entender que o serviço público não começa no dia da posse. Começa na forma como ela se comporta enquanto cidadão. Servir e proteger precisa começar muito antes de vestir a farda. A farda não pode ser o ponto de partida do nosso compromisso com a sociedade”, disse Samuel ao Mais Goiás.
Para quem ainda não é aluno, a regra é diferente. Nesse caso, é preciso realizar três doações de sangue e apresentar os respectivos comprovantes para receber um mês gratuito de mentoria. Segundo Samuel, a diferença foi pensada para estimular a continuidade das doações.
“Nosso objetivo não é fazer com que o aluno doe uma vez e pare, pelo contrário, queremos que ele passe a enxergar a doação como um hábito de solidariedade”, afirma.
Os planos da Mentoria Tática custam R$ 297, R$ 397 e R$ 697 à vista, com possibilidade de parcelamento. Segundo Samuel, a campanha não tem prazo definido para terminar. A ideia é manter o incentivo enquanto houver condições, já que a necessidade de sangue não se limita a períodos específicos do ano.

Pedido de doação motivou campanha
A ideia de transformar a doação de sangue em uma iniciativa permanente surgiu depois que um pedido chegou ao grupo de alunos da mentoria. Uma pessoa próxima de um dos estudantes precisava de sangue, e a situação fez Samuel pensar em uma forma de transformar aquela necessidade pontual em mobilização contínua.
“A pessoa que precisa de sangue não pode esperar uma campanha publicitária aparecer. Ela precisa do sangue naquele momento”, diz o professor.
Samuel afirma que já tinha o hábito de doar sangue antes de criar a iniciativa. A relação com a doação, segundo ele, ficou ainda mais próxima depois que entrou para a Polícia Militar, quando passou a acompanhar situações em que companheiros de farda e pessoas próximas precisaram de transfusões.
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Ações sociais
A iniciativa também dá continuidade a uma proposta que, segundo Samuel, já fazia parte da Mentoria Tática. Corridas, aulões e outros eventos organizados pelo grupo passaram a incluir ações sociais.
A primeira grande mobilização foi um corridão que reuniu mais de 150 pessoas. Em outras atividades, a inscrição foi vinculada à doação de alimentos. Segundo Samuel, as ações já resultaram na arrecadação de quase uma tonelada de alimentos, destinados a famílias e comunidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto.
“Eu já havia realizado aulões cuja inscrição era feita exclusivamente mediante a doação de alimentos. Em uma dessas ações, conseguimos reunir mais de 150 pessoas e arrecadar alimentos que foram destinados a famílias das regiões do Madre Germana, Itaipu e Garavelo”, afirma.
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Para o professor, a proposta está ligada à própria natureza da carreira para a qual os alunos se preparam.
“Eu sempre procurei fazer com que a preparação para a carreira policial fosse além da aprovação em uma prova. Quem está se preparando para ser policial está se preparando para servir à sociedade. Então, por que não começar esse serviço antes mesmo de vestir a farda?”, explica Samuel Silva.
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