PM de Goiás tem maior remuneração bruta média do país; Penal é 2ª e Civil fica em 11º
Levantamento feito pelo Mais Goiás, com base em estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, compara valores pagos pelas corporações nas 27 unidades da Federação
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A Polícia Militar de Goiás registra a maior remuneração bruta média entre as polícias militares estaduais do Brasil. O valor chega a R$ 15.687,47, considerando os pagamentos feitos aos integrantes da ativa em diferentes postos e graduações. A posição foi identificada em levantamento feito pelo Mais Goiás a partir das tabelas do estudo Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A análise também mostra diferenças entre as outras corporações goianas. Por exemplo, a Polícia Penal ocupa a segunda posição nacional, com remuneração bruta média de R$ 15.405,85. Já a Polícia Civil aparece em 11º lugar, com média de R$ 16.527,78.
Embora o valor nominal da Polícia Civil seja superior aos registrados pela PM e pela Polícia Penal em Goiás, as colocações são diferentes porque cada corporação é comparada somente com suas equivalentes nos demais estados e no Distrito Federal.
Goiás lidera ranking das polícias militares
A remuneração bruta média de R$ 15.687,47 coloca a Polícia Militar de Goiás à frente das corporações de todas as outras unidades da Federação.
O Distrito Federal aparece na segunda posição, com R$ 14.427,87. Tocantins ocupa o terceiro lugar, com R$ 14.108,50, seguido por Mato Grosso, com R$ 14.023,53, e Ceará, com R$ 13.436,55.
A média nacional das polícias militares fica em R$ 10.329,61. O resultado de Goiás supera esse valor em aproximadamente 51,9%.
A liderança geral não se repete em todas as graduações. Entre os soldados, Goiás ocupa a segunda posição, com remuneração bruta média de R$ 10.429,77. O Ceará lidera esse recorte, com R$ 11.609,65.
Entre os cabos, a PM goiana aparece em primeiro lugar, com média de R$ 12.469,82. Os sargentos recebem, em média, R$ 14.493,32, enquanto os subtenentes registram R$ 18.764,37.
Na carreira de oficiais, a remuneração bruta média alcança R$ 21.257,32 para tenentes e R$ 29.238,33 para capitães. Majores registram R$ 31.619,72; tenentes-coronéis, R$ 35.731,18; e coronéis, R$ 40.963,08.
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Polícia Penal de Goiás ocupa a segunda posição
A Polícia Penal de Goiás registra remuneração bruta média de R$ 15.405,85 e ocupa o segundo lugar entre as 27 unidades da Federação.
O Distrito Federal lidera o ranking da categoria, com R$ 16.426,10. O Ceará aparece na terceira posição, com R$ 15.118,96, seguido pelo Piauí, com R$ 13.223,87, e pelo Maranhão, com R$ 12.814,04.
A média nacional das polícias penais fica em R$ 9.876,76. A remuneração registrada em Goiás supera o resultado brasileiro em aproximadamente 56%.
Quanto à diferença entre as remunerações brutas médias da Polícia Militar e da Polícia Penal em Goiás, ela é de apenas R$ 281,62. A PM registra R$ 15.687,47, enquanto a Polícia Penal alcança R$ 15.405,85.
Apesar da segunda colocação no ranking bruto, a remuneração líquida média da Polícia Penal goiana fica em R$ 8.860,77. O valor líquido sofre influência de Imposto de Renda, contribuições previdenciárias e outros descontos aplicados individualmente.
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Polícia Civil de Goiás fica em 11º lugar
A Polícia Civil de Goiás apresenta remuneração bruta média deR$ 16.527,78 e ocupa a 11ª posição no ranking nacional da categoria.
A média da corporação goiana supera em 6,5% o resultado nacional das polícias civis, calculado em R$ 15.512,52. Esta diferença proporcional, porém, é menor que a observada na Polícia Militar e na Polícia Penal de Goiás, que superam suas respectivas médias nacionais em mais de 50%.
O Amazonas lidera o ranking da Polícia Civil, com remuneração bruta média de R$ 26.824,02. Tocantins aparece em segundo lugar, com R$ 21.229,81, seguido por Mato Grosso, com R$ 20.476,79.
Também ficam à frente de Goiás o Pará, com R$ 20.268,52; Roraima, com R$ 20.121,93; Distrito Federal, com R$ 19.769,83; Ceará, com R$ 18.293,75; Espírito Santo, com R$ 17.911,56; Alagoas, com R$ 17.760,01; e Santa Catarina, com R$ 16.709,57.
Por cargo, os delegados de Goiás registram remuneração bruta média de R$ 36.428,44. Entre os escrivães, o valor fica em R$ 13.854,35, enquanto os investigadores recebem, em média, R$ 14.259,35.
A remuneração geral da Polícia Civil goiana supera a da Polícia Militar em R$ 840,31. A corporação civil, entretanto, ocupa posição nacional inferior porque outras unidades da Federação apresentam médias mais elevadas dentro da mesma categoria.
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Valores não representam apenas salário-base

Os números apresentados no estudo não correspondem apenas ao vencimento-base ou ao subsídio fixado para cada carreira.
O levantamento considera a remuneração bruta total efetivamente lançada nos portais da Transparência durante o mês usado como referência. Os valores podem incluir vencimento-base, gratificações de função, adicionais operacionais e de risco, férias, indenizações, auxílios, diárias, horas extras, pagamentos retroativos, decisões judiciais e outras parcelas.
Os dados das corporações estaduais correspondem, em regra, à folha de março de 2025. As exceções são o Ceará, com informações relativas a maio, e Mato Grosso e Roraima, com dados referentes a outubro daquele ano.
Para reduzir o impacto de valores atípicos, o estudo desconsiderou pagamentos individuais inferiores a R$ 1.518, salário mínimo vigente em 2025, e superiores a R$ 46.366,19, teto constitucional do funcionalismo público no período.
O resultado também pode ser influenciado pela composição dos efetivos. Uma corporação com maior concentração de servidores em postos, graduações ou classes superiores pode apresentar média geral mais elevada.
O ranking representa, portanto, um retrato da remuneração total paga no período analisado, e não uma comparação direta entre os salários iniciais previstos nas tabelas das carreiras.