Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
SEGURANÇA PÚBLICA

PM de Goiás tem maior remuneração bruta média do país; Penal é 2ª e Civil fica em 11º

Levantamento feito pelo Mais Goiás, com base em estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, compara valores pagos pelas corporações nas 27 unidades da Federação

Fernanda Cappellesso
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
Formação de policiais militares durante cerimônia de apresentação da tropa. Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução Governo de Goiás.

A Polícia Militar de Goiás registra a maior remuneração bruta média entre as polícias militares estaduais do Brasil. O valor chega a R$ 15.687,47, considerando os pagamentos feitos aos integrantes da ativa em diferentes postos e graduações. A posição foi identificada em levantamento feito pelo Mais Goiás a partir das tabelas do estudo Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A análise também mostra diferenças entre as outras corporações goianas. Por exemplo, a Polícia Penal ocupa a segunda posição nacional, com remuneração bruta média de R$ 15.405,85. Já a Polícia Civil aparece em 11º lugar, com média de R$ 16.527,78.

Embora o valor nominal da Polícia Civil seja superior aos registrados pela PM e pela Polícia Penal em Goiás, as colocações são diferentes porque cada corporação é comparada somente com suas equivalentes nos demais estados e no Distrito Federal. 

Goiás lidera ranking das polícias militares

A remuneração bruta média de R$ 15.687,47 coloca a Polícia Militar de Goiás à frente das corporações de todas as outras unidades da Federação.

O Distrito Federal aparece na segunda posição, com R$ 14.427,87. Tocantins ocupa o terceiro lugar, com R$ 14.108,50, seguido por Mato Grosso, com R$ 14.023,53, e Ceará, com R$ 13.436,55.

A média nacional das polícias militares fica em R$ 10.329,61. O resultado de Goiás supera esse valor em aproximadamente 51,9%.

A liderança geral não se repete em todas as graduações. Entre os soldados, Goiás ocupa a segunda posição, com remuneração bruta média de R$ 10.429,77. O Ceará lidera esse recorte, com R$ 11.609,65.

Entre os cabos, a PM goiana aparece em primeiro lugar, com média de R$ 12.469,82. Os sargentos recebem, em média, R$ 14.493,32, enquanto os subtenentes registram R$ 18.764,37.

Na carreira de oficiais, a remuneração bruta média alcança R$ 21.257,32 para tenentes e R$ 29.238,33 para capitães. Majores registram R$ 31.619,72; tenentes-coronéis, R$ 35.731,18; e coronéis, R$ 40.963,08. 

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Polícia Penal de Goiás ocupa a segunda posição

A Polícia Penal de Goiás registra remuneração bruta média de R$ 15.405,85 e ocupa o segundo lugar entre as 27 unidades da Federação.

O Distrito Federal lidera o ranking da categoria, com R$ 16.426,10. O Ceará aparece na terceira posição, com R$ 15.118,96, seguido pelo Piauí, com R$ 13.223,87, e pelo Maranhão, com R$ 12.814,04.

A média nacional das polícias penais fica em R$ 9.876,76. A remuneração registrada em Goiás supera o resultado brasileiro em aproximadamente 56%.

Quanto à diferença entre as remunerações brutas médias da Polícia Militar e da Polícia Penal em Goiás, ela é de apenas R$ 281,62. A PM registra R$ 15.687,47, enquanto a Polícia Penal alcança R$ 15.405,85.

Apesar da segunda colocação no ranking bruto, a remuneração líquida média da Polícia Penal goiana fica em R$ 8.860,77. O valor líquido sofre influência de Imposto de Renda, contribuições previdenciárias e outros descontos aplicados individualmente. 

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Polícia Civil de Goiás fica em 11º lugar

A Polícia Civil de Goiás apresenta remuneração bruta média deR$ 16.527,78 e ocupa a 11ª posição no ranking nacional da categoria.

A média da corporação goiana supera em 6,5% o resultado nacional das polícias civis, calculado em R$ 15.512,52. Esta diferença proporcional, porém, é menor que a observada na Polícia Militar e na Polícia Penal de Goiás, que superam suas respectivas médias nacionais em mais de 50%.

O Amazonas lidera o ranking da Polícia Civil, com remuneração bruta média de R$ 26.824,02. Tocantins aparece em segundo lugar, com R$ 21.229,81, seguido por Mato Grosso, com R$ 20.476,79.

Também ficam à frente de Goiás o Pará, com R$ 20.268,52; Roraima, com R$ 20.121,93; Distrito Federal, com R$ 19.769,83; Ceará, com R$ 18.293,75; Espírito Santo, com R$ 17.911,56; Alagoas, com R$ 17.760,01; e Santa Catarina, com R$ 16.709,57.

Por cargo, os delegados de Goiás registram remuneração bruta média de R$ 36.428,44. Entre os escrivães, o valor fica em R$ 13.854,35, enquanto os investigadores recebem, em média, R$ 14.259,35.

A remuneração geral da Polícia Civil goiana supera a da Polícia Militar em R$ 840,31. A corporação civil, entretanto, ocupa posição nacional inferior porque outras unidades da Federação apresentam médias mais elevadas dentro da mesma categoria. 

CONFIRA:

Valores não representam apenas salário-base

Policiais militares de Goiás durante formação da tropa em atividade operacional. Foto: Reprodução Governo de Goiás
Policiais militares de Goiás durante formação da tropa em atividade operacional. Foto: Reprodução Governo de Goiás

Os números apresentados no estudo não correspondem apenas ao vencimento-base ou ao subsídio fixado para cada carreira.

O levantamento considera a remuneração bruta total efetivamente lançada nos portais da Transparência durante o mês usado como referência. Os valores podem incluir vencimento-base, gratificações de função, adicionais operacionais e de risco, férias, indenizações, auxílios, diárias, horas extras, pagamentos retroativos, decisões judiciais e outras parcelas.

Os dados das corporações estaduais correspondem, em regra, à folha de março de 2025. As exceções são o Ceará, com informações relativas a maio, e Mato Grosso e Roraima, com dados referentes a outubro daquele ano.

Para reduzir o impacto de valores atípicos, o estudo desconsiderou pagamentos individuais inferiores a R$ 1.518, salário mínimo vigente em 2025, e superiores a R$ 46.366,19, teto constitucional do funcionalismo público no período.

O resultado também pode ser influenciado pela composição dos efetivos. Uma corporação com maior concentração de servidores em postos, graduações ou classes superiores pode apresentar média geral mais elevada.

O ranking representa, portanto, um retrato da remuneração total paga no período analisado, e não uma comparação direta entre os salários iniciais previstos nas tabelas das carreiras. 

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