Casal do tráfico é preso e tem R$ 1,8 mi em bens bloqueados, em Rio Verde
Investigação aponta que imóveis, veículos e dinheiro eram usados para lavar recursos do tráfico
Um casal suspeito de integrar uma rede de tráfico de drogas foi preso em flagrante em Rio Verde após três meses de investigação da Polícia Civil. A ação, realizada pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), flagrou os dois negociando cocaína e resultou no bloqueio de mais de R$ 1,8 milhão em bens apontados como de origem criminosa. A prisão ocorreu na terça-feira (27), mas a operação só foi divulgada oficialmente nesta quinta-feira (29), após a formalização das medidas judiciais.
De acordo com a Polícia Civil, o homem foi filmado pelos investigadores no momento em que entregava cerca de 1,5 quilo de cocaína à mulher, o que confirmou as suspeitas de que ambos atuavam de forma conjunta no esquema. Os dois já eram monitorados há meses e possuem antecedentes por tráfico de drogas.

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Entre os bens bloqueados está uma casa no bairro Gameleira, considerada de alto padrão, além de outros imóveis espalhados pelo município. Um deles, inclusive, havia sido colocado à venda por R$ 1,2 milhão pouco antes da operação, o que levantou a suspeita de que o patrimônio estivesse sendo “limpo” às pressas.
Diante da situação, a Justiça autorizou o sequestro de cerca de R$ 1.822.854 em bens e valores ligados aos investigados, que teriam sido adquiridos de forma ilícita, incompatíveis com a renda oficial declarada. Para a polícia, o dinheiro e o patrimônio são fruto direto do tráfico de drogas e de um esquema de lavagem montado para disfarçar a origem dos recursos.

No dia da prisão, o homem, investigado como principal suspeito do esquema, circulava em uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 220 mil, que, segundo a apuração, também era usada para facilitar a logística do tráfico. Além dela, outro carro e uma motocicleta foram apreendidos.
O casal segue à disposição da Justiça e deve responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O nome dos suspeitos não foi divulgado, e suas defesas não foram localizadas. A Polícia Civil segue investigando a origem das drogas para identificar outros possíveis envolvidos.
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