Casal é preso no setor Marista após sacar R$ 800 mil e não explicar origem do dinheiro
A mulher já possui antecedentes por crimes contra o sistema financeiro
Uma abordagem realizada na manhã de segunda-feira (22) resultou na apreensão de R$ 800 mil em espécie no Setor Marista, em Goiânia. Segundo a Polícia Militar, o dinheiro estava dentro de uma mochila transportada por um casal, que havia acabado de retirar o valor de uma agência bancária. Questionados sobre a origem do valor, os suspeitos não souberam apresentar explicações.
A ação foi conduzida por equipes do 7º Batalhão da Polícia Militar, que interceptaram o veículo, uma caminhonete, após o compartilhamento de informações entre a Polícia Federal, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO-GO), a inteligência do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e o próprio 7º BPM.
Durante a abordagem, os policiais localizaram a quantia de aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro vivo. Ainda conforme a polícia, a mulher já possui antecedentes criminais por crimes contra o sistema financeiro.
Diante dos fatos, o dinheiro foi apreendido e o casal preso, sendo encaminhado e permanecendo à disposição da Polícia Federal, que dará sequência às investigações por suspeita de lavagem de dinheiro.
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Nota da defesa
A defesa do casal se manifestou por meio de nota. No documento, expressa que o dinheiro não tem origem ilícita. Veja a íntegra:
“A respeito da ação policial realizada no dia 22/12 e divulgada pela imprensa, cumpre ressaltar que não há qualquer ilicitude quanto à origem dos recursos sacados em espécie. A defesa das pessoas física e jurídica citadas prontamente apresentou esclarecimentos que comprovam e segue atuante para dirimir eventuais dúvidas e demonstrar a origem lícita dos recursos que foram sacados cumprindo rigorosamente todos os procedimentos exigidos pelo sistema financeiro brasileiro.
Os valores foram pagos à empresa por serviços prestados ao setor privado, conforme previsto em contrato, de forma legal e documentada. Portanto, não há que se falar em qualquer tipo de ilegalidade no caso. É um absurdo falar-se em qualquer tipo de crime detectado, uma ilação tentada com intuito de levantar suspeitas sobre uma empresa que atua dentro da total legalidade há quase três décadas.
Acreditamos que, respeitado o devido processo legal, as próprias autoridades policiais e a Justiça darão por encerradas as apurações e afastarão quaisquer dúvidas que tenham sido levantadas”.
David Soares, advogado criminalista – OAB/GO: 25.515
André Luiz Aidar Alves, advogado empresarialista – OAB/GO 23.010